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Ig Nobel: Por que pessoas ricas tiram doce de criança?

O Prêmio Ig Nobel 2026 reconheceu estudos sobre ricos roubando doces, leite de barata e cientistas no Brasil que pisaram em cobras.

3 min de leitura
Ig Nobel: Por que pessoas ricas tiram doce de criança?

A edição de 2026 do Prêmio Ig Nobel consagrou pesquisas bizarras em uma cerimônia com chuva de aviões de papel e cédulas cenográficas de 10 trilhões de dólares do Zimbábue.

  • Design de mictório canadense que reduz respingos quando o jato atinge a superfície em menos de 30 graus.
  • Análise química comprovando que o leite de barata reúne três vezes mais energia que o de vaca.
  • Estudo olfativo demonstrando que recém-nascidos cheiram bem aos pais, mas adolescentes não.
  • Experimento de engenharia que transformou probóscides de mosquitos em bicos para impressoras 3D.

Entregue por vencedores do Nobel tradicional, a premiação satírica reconhece estudos que primeiro fazem rir e depois colocam a cabeça para pensar. Entre os premiados estão motoristas ricos cortando outros carros no trânsito e pessoas pegando doces destinados a crianças.

Ricos são mais propensos a trapacear e pegar doces de crianças.

A pesquisa vencedora em Economia revelou que pessoas de classes mais altas apresentaram maior propensão a determinados comportamentos antissociais. Em testes de campo, motoristas de classes mais altas cortaram outros veículos com mais frequência e ignoraram pedestres nas faixas.

Em um experimento, também se mostraram mais dispostos a mentir no trabalho.

O teste do pote de doces escancarou essa diferença: deixados sozinhos com guloseimas destinadas a crianças, os voluntários de classe mais alta pegaram quase o dobro dos doces em comparação aos de classe mais baixa.

Tirar doce de criança pode ser a menor das nossas preocupações, mas é emblemático da tendência de priorizar as próprias necessidades sobre as alheias.

Cientistas no Brasil pisam em cobras em nome da ciência.

O prêmio de Biologia ficou com pesquisadores do Brasil que calçaram botas de proteção para descobrir o que fazia cobras venenosas morderem em situações defensivas.

A equipe pisou de leve em várias partes do corpo dos animais e descobriu que a pressão na cabeça provocava a maior parte das mordidas.

O estudo acabou retirado posteriormente pela revista científica porque os pesquisadores não tinham aprovação ética para realizar o procedimento com os répteis.

Inimigos em comum e a biomecânica do beijo.

Na categoria da Paz, a pesquisa mostrou que as pessoas podem apreciar quando amigos agem de forma mais agressiva contra seus rivais. Já em Biomecânica, o Reino Unido levou a melhor com cientistas de Oxford que definiram o beijo como uma interação oral-oral sem transferência de alimento.

Outros destaques inusitados da premiação.

De testes aerodinâmicos ao assoar o nariz até cuecas enterradas para medir a qualidade do solo, a edição mostrou que até as perguntas mais inusitadas podem render pesquisas científicas.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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