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Gelo, rochas e lama formaram uma onda gigante no Nepal

Avalanche no Nepal e no Tibete deixa 335 mortos e 1.468 desaparecidos após enxurrada de gelo, lama e rochas na fronteira.

3 min de leitura
Gelo, rochas e lama formaram uma onda gigante no Nepal

Uma avalanche de gelo e rochas provocou uma enxurrada devastadora na fronteira entre Nepal e Tibete, deixando 335 mortos e 1. 468 desaparecidos. Vilarejos, estradas, pontes e estruturas de energia foram destruídos ou danificados.

O Nepal concentra a maior parte das vítimas: são 332 mortos e 910 desaparecidos. No Tibete, há três mortos e outras 558 pessoas desaparecidas. Centenas de estrangeiros estão entre os que ainda não foram localizados.

Buscas avançam entre lama e destroços.

A enxurrada atingiu áreas próximas aos rios Trishuli e Bhote Koshi, no Nepal, além da região de Gyirong, no Tibete. A lama e os escombros complicam o acesso às comunidades isoladas.

O Exército nepalês fez sobrevoos na região e resgatou dezenas de pessoas. Moradores de áreas próximas aos rios também receberam ordens para deixar suas casas.

Entre os desaparecidos no Nepal estão.

A enorme massa de gelo e rochas desceu por uma encosta e atingiu o rio. No caminho, incorporou água, pedras, árvores e terra, transformando-se em um fluxo de detritos que avançou pelo vale.

A força do movimento foi tamanha que ele chegou a ser confundido com um terremoto. Os registros sísmicos indicaram energia equivalente à de um tremor de magnitude 4,4.

Ao chegar a Gyirong Port, na fronteira entre China e Nepal, a massa assumiu proporções semelhantes às de um tsunami. As primeiras estimativas apontam uma onda de até 30 metros de altura.

O fluxo percorreu mais de 170 quilômetros pelo vale do rio Bhote Koshi.

Ainda não se sabe exatamente o que provocou o colapso da geleira. O aquecimento das regiões de alta montanha pode ter contribuído para tornar o terreno mais instável.

À medida que as mudanças climáticas se intensificam, as geleiras em todo o mundo estão derretendo — até mesmo em regiões elevadas como o Himalaia.

Permafrost aumenta o risco nas montanhas.

Muitas encostas íngremes do Himalaia têm permafrost, formado por solo, rocha e gelo que permanecem congelados por longos períodos. Quando esse material descongela, perde parte da capacidade de manter a encosta estável.

Imagens de satélite sugerem que o deslizamento pode ter removido grandes partes de uma geleira e provocado seu colapso. A causa exata ainda precisa ser determinada.

O perigo, porém, não acabou. Um bloqueio de detritos permanece em uma área mais alta do rio, criando o risco de uma nova inundação.

Tielidze defende sistemas de alerta capazes de antecipar eventos desse tipo. “Esses sistemas podem monitorar o rápido aumento dos níveis dos rios, chuvas intensas e ondas sísmicas para alertar as autoridades antes que o desastre aconteça.”.

Enquanto as buscas continuam, autoridades precisam lidar com dois problemas ao mesmo tempo: encontrar os desaparecidos e manter a população longe de áreas que ainda podem ser atingidas.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

Em números

  • O e rochas provocou uma enxurrada devastadora na fronteira entre Nepal e Tibete, deixando 335 mortos e 1
  • O Nepal concentra a maior parte das vítimas: são 332 mortos e 910 desaparecidos
  • No Tibete, há três mortos e outras 558 pessoas desaparecidas

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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