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Europa exige ação de Meta e TikTok contra fake news após crise em Ceuta

Crise migratória no norte da África amplia pressão sobre plataformas digitais e reacende debate sobre responsabilidade das redes

2 min de leitura
Europa exige ação de Meta e TikTok contra fake news após crise em Ceuta

A União Europeia solicitou nesta sexta-feira (07) que a Meta Platforms e o TikTok reforcem ações contra a circulação de informações falsas em meio à crise provocada pelo aumento da chegada de migrantes a Ceuta, cidade autônoma espanhola localizada no norte da África.

A Comissão Europeia informou que entrou em contato com as duas empresas para pedir maior controle sobre conteúdos publicados nas plataformas e ampliação da colaboração com serviços de checagem de fatos durante momentos considerados críticos.

A cobrança ocorre após a intensificação do fluxo migratório entre Marrocos e Ceuta, episódio que gerou uma crise humanitária e aumentou a pressão europeia sobre as grandes redes digitais para o cumprimento das regras contra desinformação.

A comissária europeia responsável por soberania tecnológica, segurança e democracia, Henna Virkkunen, afirmou que as empresas precisam adotar medidas mais firmes para reduzir a propagação de conteúdos enganosos em situações de instabilidade.

De acordo com a representante da Comissão Europeia, o acompanhamento das publicações deve ser ampliado, assim como a cooperação com organizações responsáveis pela verificação de informações. A avaliação do órgão é de que as plataformas digitais têm papel relevante na preservação da confiabilidade do ambiente online em períodos de crise.

A iniciativa faz parte de uma pressão mais ampla da União Europeia sobre as grandes empresas de tecnologia para que sigam as exigências previstas na legislação europeia voltada ao enfrentamento da desinformação.

O pedido foi apresentado após o aumento da chegada de migrantes a Ceuta, território espanhol situado na costa norte africana e próximo ao Marrocos. Segundo a reportagem, mais de 70 mil pessoas atravessaram a fronteira entre o Marrocos e a cidade, provocando impactos humanitários e diplomáticos na região.

A crise migratória também elevou a atenção internacional sobre o papel das redes sociais na disseminação de informações durante acontecimentos de grande repercussão. Por esse motivo, a União Europeia passou a cobrar uma resposta mais rigorosa das plataformas envolvidas.

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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