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Tecnologia Revisado por ULTRA AI

Está chovendo lixo espacial e você deveria se preocupar

Aumento dos lançamentos espaciais faz crescer a quantidade de destroços e lixo espacial que retornam à Terra e preocupa especialistas

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Está chovendo lixo espacial e você deveria se preocupar

O aumento está diretamente ligado à corrida espacial liderada por governos e empresas privadas. No último ano, mais de 300 foguetes foram lançados ao espaço, quase quatro vezes mais do que há uma década. Ao mesmo tempo, milhares de satélites permanecem em órbita e, quando deixam de operar, também acabam retornando à Terra.

A Força Espacial dos Estados Unidos emitiu quase 820 alertas de reentrada de objetos na atmosfera em um único ano. Dez anos antes, esse número era de apenas 110. Mesmo com esse monitoramento, especialistas explicam que ainda é impossível prever com precisão onde um objeto em queda irá atingir o solo, já que um erro de apenas um minuto pode alterar a área de impacto em cerca de 480 quilômetros.

Especialistas defendem materiais que se desintegrem completamente na atmosfera.

Nos últimos anos, diferentes episódios chamaram atenção. Em 2024, um pedaço descartado da Estação Espacial Internacional caiu sobre uma residência na Flórida. Também foram registrados fragmentos de um foguete da SpaceX próximos a um centro comercial e a um aeroporto na Polônia. Na Austrália, destroços foram encontrados em uma estrada no deserto e grandes esferas metálicas apareceram em uma praia.

No Quênia, moradores de uma vila presenciaram a queda de um enorme anel metálico, maior que uma pessoa e mais pesado que um cavalo. Posteriormente, as autoridades identificaram que a peça fazia parte de um foguete francês que havia lançado um satélite de televisão dos Estados Unidos mais de 16 anos antes. Apesar dos relatos de danos em casas próximas ao impacto, os moradores afirmam que não receberam qualquer compensação.

Antes de qualquer pedido de compensação, as autoridades precisam identificar a origem dos destroços, processo que pode levar meses. Enquanto isso, pesquisadores alertam que o volume de lixo espacial continuará aumentando e que futuras missões dependerão de materiais capazes de se desintegrar completamente durante a reentrada na atmosfera, reduzindo os riscos para quem está em solo.

Matheus Labourdette é redator no Olhar Digital.

Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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