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É hoje! Saiba tudo sobre o eclipse solar total

Hoje tem eclipse solar total, com transmissão ao vivo pelo Olhar Digital – e aqui você descobre tudo sobre o fenômeno

9 min de leitura
É hoje! Saiba tudo sobre o eclipse solar total

Chegou o grande dia tão esperado pelos espanhóis! Nesta quarta-feira (12), um eclipse solar total atravessa a Espanha continental pela primeira vez desde 1905. O fenômeno também marca o primeiro eclipse solar total a atravessar o continente europeu em mais de 20 anos.

E você pode acompanhar tudo em tempo real em todas as plataformas do Olhar Digital, em uma transmissão ao vivo comandada por Bruno Capozzi, editor-executivo do site, e pelo astrônomo Marcelo Zurita, a partir das 13h30 (horário de Brasília).

A seguir, um guia completo sobre este que está entre os eclipses solares mais importantes da década.

Eclipse solar: quantos tipos existem e quais as diferenças entre eles.

Eclipses são eventos astronômicos caracterizados pelo escurecimento total ou parcial de um astro por meio da interposição de outro corpo celeste frente à fonte de luz.

Em 2026, já tivemos um lunar total – a “Lua de Sangue” – e um solar anular – que formou um “Anel de Fogo” no céu da Antártida (relembre aqui).

O ano ainda reserva dois fenômenos: o eclipse solar total desta quarta-feira e um eclipse lunar parcial entre as noites de 27 e 28 de agosto, que será visível em todo o Brasil.

A diferença entre um eclipse solar e um lunar está na posição dos astros. No eclipse solar, a Lua fica entre o Sol e a Terra e projeta sua sombra sobre uma parte do planeta.

Já no eclipse lunar, a Terra fica entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do planeta atinja o satélite natural.

Existem quatro tipos de eclipse solar.

Parcial: ocorre quando a Lua cobre apenas uma parte do disco solar. Para quem está na região atingida, o Sol parece ter levado uma “mordida”. É o tipo mais comum e pode ser visto em uma área muito maior do que a faixa de totalidade.

Anular: acontece quando a Lua passa diante do Sol, mas está mais distante da Terra e aparenta ser menor no céu. Por isso, não consegue esconder completamente o disco solar, deixando um círculo luminoso ao redor, conhecido como “Anel de Fogo”.

Total: ocorre quando a Lua cobre completamente o Sol para quem está dentro da estreita faixa de totalidade. Por alguns minutos, o céu escurece, estrelas e planetas mais brilhantes podem aparecer e a coroa solar, a camada externa da atmosfera do Sol, fica visível.

Híbrido: é o mais raro dos quatro. Durante o mesmo eclipse, o fenômeno pode ser observado como total em algumas regiões e anular em outras, dependendo da curvatura da Terra e da distância entre a Lua e o planeta.

Um exemplo recente ocorreu em abril de 2023.

Mais de 15 milhões de pessoas estarão na faixa de totalidade do eclipse solar de hoje, enquanto cerca de 980 milhões poderão acompanhar o fenômeno pelo menos de forma parcial.

O Sol ficará completamente encoberto no Ártico, na Groenlândia, na Islândia, no norte da Espanha e em uma pequena área de Portugal.

Em outras partes da Europa, no norte da África e no leste da América do Norte, será possível observar o Sol parcialmente encoberto pela Lua.

Segundo a plataforma Time and Date, o eclipse começa às 12h34 (horário de Brasília), no Oceano Ártico, ao norte da Sibéria. O fenômeno termina às 16h55, no Mar Mediterrâneo, a oeste da Itália.

O auge do espetáculo será perto da costa oeste da Islândia, onde a totalidade poderá durar até 2 minutos e 18 segundos. Na Espanha, a escuridão completa será mais breve, por cerca de um minuto.

Um detalhe especial é que o fenômeno coincide com o pico da chuva de meteoros Perseidas. A breve escuridão do dia poderá criar condições favoráveis para flagrar alguma “estrela cadente” no céu, ao mesmo tempo em que permitirá observar a coroa solar, como é chamada a atmosfera externa do Sol, normalmente ofuscada por seu intenso brilho.

O eclipse solar total pode ser visto no Brasil.

Infelizmente, desta vez, o Brasil fica de fora. Por aqui, a última oportunidade de acompanhar um eclipse solar total ocorreu há mais de três décadas, em 3 de novembro de 1994.

De acordo com o Time And Date, o próximo fenômeno desse tipo observável em território nacional está previsto para 12 de agosto de 2045, dentro de quase 20 anos.

Na ocasião, a faixa de totalidade deve cruzar principalmente áreas das regiões Norte e Nordeste. Entre as capitais que poderão acompanhar a Lua encobrindo completamente o Sol estão Belém, no Pará; São Luís, no Maranhão; João Pessoa, na Paraíba; e Recife, em Pernambuco.

A duração da totalidade vai variar conforme o ponto de observação. Em algumas localidades dentro da faixa central, o céu poderá escurecer por mais de quatro minutos, permitindo observar a chamada coroa solar, formada pela atmosfera externa do Sol.

Fora dessa faixa estreita, o eclipse também poderá ser observado, mas apenas de forma parcial. Nesse caso, a Lua cobrirá apenas uma parte do disco solar, sem produzir os efeitos característicos da totalidade.

Por que este evento é tão importante.

Como dito anteriormente, o evento marca o retorno dos eclipses solares totais ao continente europeu após mais de 20 anos. O último fenômeno desse tipo amplamente observado na Europa Ocidental ocorreu em 1999, enquanto a última vez que a faixa de totalidade cruzou a Europa continental foi em 2006, passando pela Grécia e pela Turquia.

Na Espanha, a expectativa é ainda maior, já que o país não registra um eclipse solar total em seu território continental há mais de um século.

Outro fator relevante é que a rota de sombra cobrirá áreas estratégicas e habitadas, cruzando trechos da Groenlândia, Islândia e Espanha. A passagem da faixa de totalidade por regiões de fácil acesso e forte apelo turístico deve mobilizar uma intensa movimentação de turistas, entusiastas e equipes científicas ao longo de todo o percurso.

A duração de 2 minutos e 18 segundos do ápice do alinhamento é considerada bastante satisfatória para um evento dessa magnitude, garantindo tempo suficiente para a análise detalhada da estrutura da atmosfera externa do Sol.

Para a comunidade científica, o escurecimento do disco solar abre uma janela indispensável de investigação. Segundo a NASA, com o bloqueio do brilho intenso da fotosfera, pesquisadores poderão registrar a coroa solar, monitorar ejeções de massa coronal e mapear variações no campo magnético do Sol em condições ideais de observação.

NASA e ESA se preparam para estudar o fenômeno.

Diante de uma oportunidade científica tão rara, as duas principais agências espaciais do mundo também estarão atentas.

Por parte da NASA, uma das pesquisas será realizada a bordo de um avião WB-57, que voará a cerca de 15,2 km de altitude para acompanhar a sombra da Lua e prolongar o tempo de observação da coroa solar.

Equipado com câmeras capazes de registrar imagens em diferentes comprimentos de onda, o avião ajudará os cientistas a investigar as proeminências solares, o aquecimento extremo da coroa e sua relação com o vento solar.

Na Islândia, 80 balões científicos serão lançados antes, durante e depois do eclipse para estudar como a atmosfera reage à passagem da sombra lunar. Na Espanha, outros seis balões terão câmeras de 360 graus e sensores para monitorar a sombra e os níveis de ozônio.

Os dados poderão ajudar a entender como fatores como temperatura, umidade, horário e estação do ano influenciam as mudanças atmosféricas provocadas por um eclipse solar total.

A Agência Espacial Europeia (ESA), por sua vez, preparou uma programação especial para acompanhar o evento, reunindo observações, transmissões ao vivo, atividades educativas e ações de divulgação científica.

A instituição também aproveitará o eclipse para destacar missões que estudam o Sol e sua influência sobre a Terra, como a Solar Orbiter, a Smile e a Proba-3, formada por duas espaçonaves que investigam a coroa solar.

Uma das principais ações será uma transmissão internacional ao vivo diretamente do Observatório Astrofísico de Javalambre, na Espanha, localizado dentro da faixa de totalidade.

Especialistas explicarão o fenômeno e os estudos relacionados ao Sol. A ESA também promoverá uma observação pública gratuita em León, com palestras, atividades educativas e transmissão ao vivo em parceria com a Universidade de León e a prefeitura local.

A campanha terá ainda uma frente educacional, com materiais sobre eclipses disponíveis em inglês e espanhol para professores e profissionais de divulgação científica.

O conteúdo inclui explicações sobre o fenômeno, orientações para observação segura e atividades educativas. A ESA também participa do projeto espanhol “Trio de Eclipses”, contribuindo para a divulgação científica e a oferta de informações acessíveis sobre a sequência de eclipses que atravessará o país.

Eclipse solar total pode afetar internet, GPS ou comunicações.

Quando a Lua bloqueia a luz do Sol durante um eclipse solar total, o dia vira noite por alguns minutos, a temperatura cai e os animais mudam de comportamento. E vai muito além disso.

De acordo com a NASA, o fenômeno também modifica temporariamente uma camada invisível da atmosfera, responsável por influenciar a propagação de ondas de rádio.

Mas essas alterações podem derrubar a internet, provocar falhas no GPS ou interromper as comunicações? A resposta curta é: sim, mas de forma temporária, localizada e muito diferente dos cenários alarmistas de “apagão tecnológico”.

Para quem estiver na região de totalidade, o fenômeno será uma oportunidade rara para observar e fotografar a coroa solar, a atmosfera externa do Sol que normalmente fica escondida pelo intenso brilho da estrela.

Mas registrar o momento exige cuidados. Apontar uma câmera, celular, binóculo ou telescópio diretamente para o Sol sem a proteção adequada pode causar danos ao equipamento e, principalmente, à visão.

A principal regra é usar filtros solares próprios para observação astronômica durante todas as etapas em que a Lua ainda não encobriu completamente o Sol. Isso vale para câmeras, lentes, telescópios e outros equipamentos ópticos.

Também é importante lembrar que o fato de uma câmera possuir lentes ou de um telescópio ampliar a imagem não significa que o equipamento proteja os olhos. Observar o Sol diretamente, mesmo por pouco tempo, pode provocar lesões graves na retina.

A única fase em que é seguro retirar o filtro solar de um equipamento óptico é a totalidade, quando a Lua cobre completamente o disco solar. Assim que a luz intensa do Sol reaparecer, o filtro deve ser colocado novamente.

Confira cinco dicas de segurança aqui.

Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

Em números

  • Mais de 15 milhões de pessoas estarão na faixa de totalidade do ecli
  • Pse solar de hoje, enquanto cerca de 980 milhões poderão acompanhar o fenômeno pelo menos de forma

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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