Arqueólogos que escavam a necrópole de Saqqara, no Egito, fizeram uma nova descoberta impressionante: uma tumba que remonta ao Reino Antigo, período de aproximadamente 4,7 mil a 4,2 mil anos atrás.
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- A nova descoberta se soma a uma longa lista de achados arqueológicos realizados em Saqqara. A necrópole abriga pirâmides reais e ruínas de pirâmides, incluindo a Pirâmide de Djoser, considerada a mais antiga pirâmide conhecida do Egito.
- O local também abriga uma das múmias mais antigas e bem preservadas conhecidas do Egito antigo.
- As escavações em Saqqara são realizadas desde meados do século XIX, mas a região continua revelando novas descobertas. O Egito também renovou os esforços para transformar o sítio em um importante polo de turismo e arqueologia.
- Apesar de ser considerada tão fascinante quanto outros locais históricos do país, Saqqara ainda recebe menos visitantes. Entre os motivos estão as condições das estradas, a falta de banheiros e cafeterias e a distância maior em relação ao Cairo.
O local fica a cerca de 40 quilômetros a sudoeste do Cairo e é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO.
Segundo os hieróglifos encontrados na tumba, o sepultamento pertencia a um alto funcionário chamado Sekhentyu-Ptah. As inscrições registram uma longa lista de funções exercidas por ele, incluindo os cargos de camareiro real, supervisor das obras do rei, supervisor dos documentos reais, sacerdote da deusa Maat e supervisor dos escribas.
A importância do homem também é indicada pelos objetos encontrados dentro da tumba. Os arqueólogos localizaram mais de 100 estatuetas, que teriam a função de servir ao falecido na vida após a morte.
A equipe também encontrou três sarcófagos de pedra ainda selados e em suas condições originais, além de uma figura de falcão feita de madeira, cerâmicas e outros artefatos.
Um dos elementos mais interessantes da descoberta está diante de uma chamada porta falsa da tumba. No local havia objetos funerários, incluindo uma mesa de oferendas, um disco de oferendas e uma bacia de purificação.
Apesar do nome, a porta falsa não tinha como objetivo enganar ladrões de tumbas. Na verdade, ela desempenhava uma função simbólica e espiritual: era considerada uma espécie de passagem entre o mundo dos vivos e o dos mortos, permitindo que os espíritos transitassem entre os dois.
A tumba, no entanto, acabou sendo saqueada em algum momento ao longo dos milênios.
Segundo o egiptólogo Magdy Shaker, a diferença em relação a Gizé está justamente na variedade histórica de Saqqara.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
Em números
- Coberta impressionante: uma tumba que remonta ao Reino Antigo, período de aproximadamente 4,7 mil a 4,2 mil anos atrás
- Arqueólogos encontram “porta” de 4,7 mil anos que ligava mundo dos vivos ao dos mortos
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