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Irmão de homem preso pelo desaparecimento da ex em Peçanha é detido

Irmão do suspeito teve armas apreendidas, que serão periciadas para verificar relação com o crime.

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Irmão de homem preso pelo desaparecimento da ex em Peçanha é detido

Um homem investigado por participação no feminicídio da ex-cunhada foi preso em Peçanha, no Leste de Minas, nesta sexta-feira (7). Ele é irmão do ex-companheiro da vítima, que foi detido na última terça-feira (4).

Segundo informações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a mulher, de 29 anos, está desaparecida desde o dia 24 de julho. O caso está sendo tratado como feminicídio, com ocultação de cadáver e fraude processual.

Durante a ação realizada nesta sexta-feira (7), foram apreendidas uma arma de fogo carregada e uma arma de pressão. Segundo a PCMG, a possível relação dessas armas com o crime ainda será investigada.

De acordo com a polícia, o principal suspeito do feminicídio é o ex-companheiro da vítima. As investigações apontaram que ele teria tentado adquirir uma arma antes do crime.

Em depoimento, o homem preso nesta sexta-feira confirmou que anunciou a venda das armas e que, inclusive, as ofereceu ao irmão. Ele tem 37 anos e já foi encaminhado ao sistema prisional.

As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer a dinâmica do feminicídio e localizar o corpo da vítima.

Na última terça-feira (4), a Polícia Civil prendeu um homem de 41 anos suspeito de matar a ex-companheira em Peçanha.

As investigações começaram após familiares registrarem o desaparecimento da vítima em 28 de julho. Ela foi vista pela última vez na manhã de 24 de julho, quando saiu de casa, no bairro Taquaral.

De acordo com a PCMG, documentos pessoais e refeições preparadas foram encontrados na residência da mulher, o que afastou a hipótese de desaparecimento voluntário.

Durante a apuração, a polícia constatou que a vítima sofria ameaças e violência psicológica do ex-companheiro, de quem havia se separado recentemente após um histórico de violência doméstica.

Conforme a Polícia Civil, o investigado apresentou versões contraditórias durante o interrogatório. A alegação de que teria trabalhado normalmente após o desaparecimento, por exemplo, foi desmentida pelo empregador.

Além disso, os investigadores apuraram que, no dia seguinte ao desaparecimento, o suspeito foi visto nas proximidades do local onde a motocicleta da vítima havia sido deixada, carregando apenas um capacete, o que reforçou as suspeitas.

Com base nos elementos reunidos, a PCMG representou pela prisão temporária do investigado. O pedido foi autorizado pela Justiça e cumprido na terça-feira (4).

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Fontes

Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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