Polícia Civil conclui o caso sobre o personal trainer assassinado em setembro de 2025.
Após quase um ano desde que o corpo do personal trainer Daniel Cesar Del Castilho da Silva foi encontrado, a investigação foi encerrada. O soldado da Polícia Militar Gilvan Endryl Seixas Barros foi acusado de assassinar o personal, roubar o carro e participar de um assalto fardado.
Segundo as investigações, no dia 6 de setembro do ano passado, Daniel saiu na companhia do Gilvan. Durante o trajeto, o suspeito teria matado o personal trainer com um tiro na cabeça.
Após o crime, o acusado ficou com o carro da vítima por cerca de uma semana, circulando por Macapá e pelo interior do estado.
De acordo com o delegado José Mário Carneiro, da delegacia de homicídios e proteção à pessoa (DHPP), há imagens do suspeito usando o carro da vítima para trabalhar, chegando até o quartel com o veículo de Daniel.
Naquele momento, a família não sabia do paradeiro de Daniel e já havia denunciado o desaparecimento à polícia. No dia 13 de setembro, Gilvan, junto com outro homem identificado como Alan, participou de um roubo em um mercantil no distrito de Abacate da Pedreira, zona rural de Macapá.
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A polícia chegou até a dupla após denúncia de que o estabelecimento havia sido alvo de assaltantes. As vítimas informaram que um dos homens vestia farda da PM. Na abordagem, Gilvan foi encontrado com uniforme da corporação, uma pistola.
40 com carregador e um simulacro de arma de fogo tipo airsoft. O segundo suspeito usava roupas semelhantes às das Forças Armadas.
Ainda segundo o delegado, não foi possível determinar a motivação do crime. Foi identificado que Daniel ajudava Gilvan na preparação para o exame de aptidão física (TAF) da PM.
Em interrogatório, Gilvan alegou que Daniel teria sido executado por um suposto agiota, que teria tomado sua arma e cometido o crime. Ele disse que deixou o local com o carro da vítima por estar assustado, mas não explicou por que ficou uma semana sem avisar a família e circulando com o veículo.
Gilvan está preso no Centro de Custódia do Estado, em prisão especial por ser policial militar. Ele é acusado de dois crimes: o homicídio de Daniel e o roubo ao mercantil.
Daniel, de 36 anos, foi encontrado morto no dia 12 de setembro de 2025 às margens da rodovia AP-70, em Macapá. O corpo estava em avançado estado de decomposição.
O carro da vítima, do modelo Onix, não foi localizado junto ao corpo. Dias depois, o veículo foi identificado em um assalto a um estabelecimento comercial, com dois homens — um deles policial militar.
A partir daí, a Polícia Civil conseguiu conectar os casos.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.