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Saúde

Que tal um acampamento para adultos ou um jantar com desconhecidos para ampliar seu círculo social?

Mercado voltado para promover a interação entre pessoas ainda é pouco explorado no Brasil e ignora os mais velhos

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Que tal um acampamento para adultos ou um jantar com desconhecidos para ampliar seu círculo social?

À medida que envelhecemos, sabemos como é difícil fazer novas amizades. Temos consciência de que nosso círculo social está diminuindo, mas, com frequência, deixamos de dar o primeiro passo para sair da nossa bolha.

Nos Estados Unidos, onde os acampamentos de verão fazem parte do processo de socialização infantil, a modalidade encontrou um animado nicho: há uma explosão de demanda por parte do público adulto.

No modelo all- inclusive – com acomodação, refeições e lazer incluídos – a programação vai de caiaque a arco e flecha, de artesanato a fogueiras e refeições comunitárias.

O campo No Counselors, por exemplo, promete uma ampla variedade de opções, como batalhas de dublagem, show de talentos e festas à fantasia com bandas e DJ. O Camp Social, somente para mulheres e lançado há apenas três anos, tem uma fila de espera de mais de 60 mil pessoas.

O apelo parece ir além da nostalgia. Os acampamentos são estruturados em torno de uma questão bem contemporâneo: como ampliar as conexões sociais. As atividades são pensadas para incentivar a interação, com chalés compartilhados, jogos em equipe e refeições coletivas.

Para quem acha que é demais encarar um fim de semana intenso, há a alternativa do jantar com desconhecidos – no Brasil, já presente em diversas cidades. Você responde a um questionário com dados como idade, signo, profissão, hobbies, preferências culinárias e o valor que está disposto a pagar na refeição, e o aplicativo monta uma mesa com estranhos em um restaurante cujo endereço só é divulgado na véspera ou no próprio dia.

A proposta não é estimular encontros amorosos, e sim a oportunidade de conhecer novas pessoas. O TimeLeft é a principal referência desse modelo. A empresa afirma estar presente em mais de 250 cidades (nove no Brasil), em 55 países.

Foi criada pelo francês Maxime Barbier, que testou o conceito nele mesmo, participando de quase cem jantares antes de fechar o formato definitivo. Há, contudo, um ponto cego evidente: o público costuma ter entre 20 e 40 anos.

Como sempre, o mercado continua desperdiçando o enorme potencial e a carência de espaços de conexão para a faixa dos 60.

Em números

  • L, somente para mulheres e lançado há apenas três anos, tem uma fila de espera de mais de 60 mil pessoas

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