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Saúde Revisado por ULTRA AI

Por que as mulheres devem ser uma prioridade nos estudos sobre longevidade

Pesquisadores afirmam que a habilidade da reprodução repetidas vezes e de cuidar da prole pode fortalecer a capacidade do corpo de resistir ao estresse e aument

3 min de leitura
Por que as mulheres devem ser uma prioridade nos estudos sobre longevidade

Em média, as mulheres vivem mais do que os homens – no Brasil, a expectativa de vida delas é de quase 80 anos, enquanto a deles fica em torno de 73 anos – apesar de enfrentarem uma carga maior de doenças crônicas.

Para os pesquisadores Pankaj Kapahi e Parminder Singh, do Instituto Buck, as mulheres talvez sejam a peça-chave nos esforços para descobrir maneiras de estender a expectativa de vida saudável.

A tese da dupla chama-se Hipótese da Resiliência Reprodutiva: propõe que a reprodução e a longevidade, frequentemente vistas como forças biológicas opostas, podem estar intimamente ligadas.

As teorias clássicas do envelhecimento costumam descrever a reprodução e a longevidade como um trade-off (uma relação de compensação). Funcionaria assim: como os organismos têm energia limitada, investir na reprodução resultaria em menos recursos para a manutenção do corpo.

Os autores afirmam que, embora a explicação seja útil, não esclarece um padrão recorrente na natureza: em muitas espécies, o sexo que investe pesadamente em gravidez, lactação e cuidados com a prole é também o sexo de vida mais longa.

A tese dos cientistas indica que, quando o sucesso reprodutivo depende de sobreviver tempo suficiente para procriar repetidamente, a evolução pode favorecer programas biológicos que fortalecem a capacidade do corpo de resistir ao estresse.

Nessas condições, a reprodução e a manutenção de longo prazo se encontram conectadas, em vez de serem opostas.

Longevidade feminina: Mulheres vivem mais porque cuidam mais da saúde; veja.

Os autores defendem que a menopausa não deve ser vista apenas como o fim da fertilidade, mas também significar um ponto de inflexão relevante. Durante a vida fértil, os sinais ovarianos são integrados a sistemas que controlam o metabolismo, a saúde óssea, a regulação imunológica, a função cerebral, as respostas ao estresse, o reparo tecidual e a comunicação entre órgãos.

À medida que a função ovariana declina, essa sofisticada rede se desestabiliza, expondo vulnerabilidades que antes eram amenizadas.

Nessa perspectiva, a menopausa não é simplesmente a diminuição da produção de estrogênio. Ela representa uma disrupção mais ampla dos sinais e das redes fisiológicas que conectam a função reprodutiva com a preservação de todo o organismo.

Ambos enfatizam que sua hipótese não é uma explicação do envelhecimento feminino centrada no estrogênio, porque o declínio também avança por meio de processos como danos ao DNA, agregação de proteínas, disfunção mitocondrial, exaustão de células-tronco e degeneração tecidual específica, que podem ocorrer independentemente do estado reprodutivo.

Além de investigar como o ovário se comunica com órgãos distantes, incluindo o cérebro, ossos, sistema imunológico e tecidos metabólicos, Kapahi e Singh querem entender os efeitos do envelhecimento reprodutivo na interrupção dessa comunicação, e testar se sinais ovarianos benéficos podem ser restaurados sem depender exclusivamente da reposição hormonal convencional.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Bem Estar, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Bem Estarlink

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