O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta terça-feira (18) que pretende proibir o funcionamento das bets no Brasil caso seja eleito.
Zema classificou o avanço das apostas no país como um problema grave e comparou os efeitos da dependência em jogos aos provocados pela dependência química.
Além de defender a proibição das bets, Zema apresentou propostas para a economia, a segurança pública e a relação do Brasil com os Estados Unidos.
Na área econômica, voltou a defender reformas administrativa e previdenciária como forma de buscar o equilíbrio das contas públicas. O candidato também afirmou que pretende cortar gastos do governo para criar condições para que os juros caiam para 6% ao ano.
Segundo Zema, a melhora do ambiente de negócios também seria uma forma de aumentar a renda das famílias e reduzir o nível de endividamento da população.
O candidato disse ainda que pretende reduzir o número de ministérios para cerca de 22 ou 23, com o argumento de enxugar a estrutura do Estado e melhorar a prestação dos serviços públicos.
Na segurança pública, Zema afirmou que pretende mudar a legislação, retomar territórios dominados pelo crime organizado e equiparar facções criminosas a organizações terroristas.
Sobre a política externa, defendeu ampliar o diálogo com os Estados Unidos, que classificou como um importante parceiro comercial do Brasil. Ressalvou, porém, que não pretende ceder em questões relacionadas ao Pix e à exploração de terras raras.
Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência, faz campanha em SP.
Na segunda-feira (17), também em São Paulo, Zema participou de um encontro com investidores e concentrou sua fala nas propostas econômicas. Na ocasião, citou quatro pilares de seu programa: privatizações, reforma administrativa, reforma da Previdência e revisão de programas sociais.
Ele disse ainda que seu vice, Mateus Simões, que está à frente do governo de Minas Gerais e é candidato, pretende privatizar a Cemig.
Ao falar sobre programas sociais, Zema afirmou que há fraudes na concessão de benefícios e defendeu a retirada do auxílio de quem rejeitar oportunidades de trabalho.
Na área de segurança pública, já havia afirmado na segunda-feira que uma de suas primeiras medidas, caso eleito, seria enquadrar facções criminosas como organizações terroristas e estabelecer penas de 25 anos sem benefícios.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.