Moradores da Zona Norte reclamam dos sinais apagados.
Motoristas e pedestres que circulam por bairros como Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, Glória, na Zona Sul, e Gamboa, no Centro, convivem diariamente com sinais de trânsito apagados, falhas na sinalização e travessias perigosas.
Por trás de boa parte desses problemas está um crime que vem causando prejuízos milionários aos cofres públicos: o furto de cabos e equipamentos da rede semafórica da cidade.
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Além do impacto financeiro, os furtos afetam diretamente a segurança viária. A CET-Rio afirma que contabilizou 1. 633 ocorrências de furtos apenas entre janeiro e junho deste ano.
Em todo o ano de 2025 foram registradas 4. 920 ocorrências, enquanto em 2024 houve 4. 308 casos.
A situação pode ser observada em diferentes regiões da cidade. No Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel, moradores relataram diversos sinais apagados ou com funcionamento irregular.
Segundo a CET-Rio, apenas neste ano mais de 40 furtos de sinais e controladores foram registrados ao longo da via.
A estudante Giovana Brito afirma que o problema é frequente. “É muito ruim, sempre está quebrado. Bate um ventinho e para de funcionar. Para atravessar é péssimo porque aqui sempre está movimentado", disse.
A aposentada Gilsa de Oliveira, que passava pela região para realizar um exame no Hospital Universitário Pedro Ernesto, relata dificuldades para atravessar a rua.
Os carros geralmente não param. Tem que arriscar mesmo", afirmou.
Zona Norte concentra maior número de casos.
Rua de Vila Isabel registra mais de 40 casos de roubo de cabos este ano.
De acordo com a CET-Rio, as regiões da Grande Tijuca e do Grande Méier, na Zona Norte, concentraram o maior número de furtos no primeiro semestre deste ano.
Entre os dez cruzamentos com mais ocorrências em 2026, seis ficam nessas regiões. O primeiro lugar do ranking é o cruzamento da Rua São Francisco Xavier com a Rua Waldir Amaral, que registrou 77 ocorrências.
Em seguida aparecem a Rua 24 de Maio com uma travessa de pedestres próxima à Escola Municipal Pareto, com 61 furtos, e a Estrada do Gabinal com a Rua Araci de Almeida, com 52 casos.
O Boulevard 28 de Setembro também aparece na lista. O cruzamento com a Rua Jorge Rudge registrou 48 ocorrências, enquanto a esquina com a Rua Justiniano da Rocha teve 40 furtos.
Já o cruzamento com a Rua Gonzaga Bastos contabilizou 30 registros.
Lista completa
Rua São Francisco Xavier x Rua Waldir Amaral – 77 furtosRua 24 de Maio x Travessa de Pedestres (próxima à E. M. Pareto) – 61 furtosEstrada do Gabinal x Rua Araci de Almeida – 52 furtosBoulevard 28 de Setembro x Rua Jorge Rudge – 48 furtosRua São Francisco Xavier x Travessa de Pedestres (próxima à Uerj) – 42 furtosBoulevard 28 de Setembro x Rua Justiniano da Rocha – 40 furtosRua 24 de Maio x Rua Antunes Garcia – 35 furtosRua Barão do Bom Retiro x Rua Joaquim Távora – 32 furtosBoulevard 28 de Setembro x Rua Gonzaga Bastos – 30 furtosAvenida das Américas x Avenida General Felicíssimo Cardoso (próximo ao nº 4.
Para tentar reduzir os ataques, a CET-Rio informou que vem adotando medidas como a soldagem das caixas que abrigam os cabos, a instalação de equipamentos em posições mais elevadas, o uso de garras antifurto e o enterramento dos cabos em áreas consideradas críticas.
Segundo o órgão, todos os casos são comunicados mensalmente às polícias Civil e Militar.
Enquanto os reparos não chegam ou novos furtos acontecem, pedestres e motoristas seguem convivendo com o risco.
Ontem mesmo quase aconteceu um acidente. Se eu não freio rápido, ia bater", relatou o motorista de aplicativo Jhonantan Nascimento ao passar por um dos cruzamentos sem sinalização em Vila Isabel.
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Em números
- Rua de Vila Isabel registra mais de 40 casos de roubo de cabos este ano
- A Municipal Pareto, com 61 furtos, e a Estrada do Gabinal com a Rua Araci de Almeida, com 52 casos
- Sinais de trânsito apagados: furtos de cabos já custaram R$ 26,6 milhões ao Rio desde 2021
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.