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Ruas estão 'sumindo' no Complexo do Alemão para impedir vigília de drones

3 min de leitura
Ruas estão 'sumindo' no Complexo do Alemão para impedir vigília de drones

Imagens aéreas obtidas pelo RJ2 mostram que ruas e vielas do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, estão sendo cobertas por estruturas para dificultar o monitoramento feito por drones.

O levantamento é da inteligência da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil. Os agentes compararam imagens de satélite feitas em novembro de 2025 com registros aéreos produzidos em fevereiro de 2026.

Em apenas 84 dias, a paisagem mudou.

Em alguns pontos, ruas que antes apareciam nas imagens de cima ficaram escondidas por telhados. Em um dos locais analisados, uma área que funcionava como estacionamento ganhou uma cobertura de alvenaria.

Em outro, uma laje passou a ter uma piscina.

As estruturas ficam em uma região central do Complexo do Alemão, apontada pela polícia como de difícil acesso por terra e pelo ar. Segundo os investigadores, é também uma área onde estaria escondida a cúpula do Comando Vermelho.

A polícia suspeita que os telhados tenham sido construídos para impedir ataques com explosivos lançados por drones de facções rivais. As estruturas também dificultam o trabalho de monitoramento policial.

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No Rebu, em Senador Camará, na Zona Oeste, uma rua às margens da linha do trem também está quase toda coberta. Em abril, a Polícia Civil e a Prefeitura de Niterói destruíram parte de uma estrutura semelhante construída em uma comunidade da cidade.

Drones viraram arma do crime organizado.

O crime organizado também passou a usar drones para monitorar territórios, acompanhar a movimentação da polícia e atacar grupos rivais.

Segundo a Polícia Civil, 18 ocorrências de bombas lançadas por drones estão sendo investigadas atualmente. A corporação suspeita que o número seja maior.

Registros do Disque-Denúncia mostram o crescimento das denúncias envolvendo drones com explosivos. O primeiro relato de um equipamento equipado com uma granada foi feito em 2023.

Em 2025, foram 73 denúncias envolvendo traficantes e outras 14 relacionadas a milicianos.

Criminosos usam equipamentos antidrones.

Para evitar o monitoramento, criminosos também passaram a usar equipamentos capazes de detectar e interferir no funcionamento dos drones.

Imagens exibidas pelo Fantástico mostram um homem identificando um drone e acionando uma chamada “bazuca antidrone”. O equipamento interfere na comunicação e na navegação da aeronave.

Com a interferência, o operador perdeu o controle do drone. O equipamento só não caiu porque o sistema de segurança foi acionado e fez o aparelho retornar automaticamente ao ponto de partida.

O homem que operava a “bazuca” foi identificado pela polícia como Hyrval Cassiano da Silva, conhecido como Bochecha Rosa.

Há cerca de um mês, a Polícia Civil criou a Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas. O departamento investiga o uso de drones por criminosos no estado.

Além dos ataques e do monitoramento, a polícia já identificou o uso dos equipamentos para transportar drogas para dentro de presídios.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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