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Rio gasta cerca de um terço do orçamento de conservação para reparar monumentos alvo de vandalismo e furtos

3 min de leitura
Rio gasta cerca de um terço do orçamento de conservação para reparar monumentos alvo de vandalismo e furtos

Monumentos do Rio: Qual é o custo do vandalismo.

Em 2025, a pasta registrou 17 ocorrências de danos ao patrimônio público. Em 2026, esse número já foi praticamente alcançado antes do fim de julho: foram 15 casos contabilizados até o encerramento do mês.

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O Rio tem atualmente 1. 150 monumentos sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Conservação. Desse total, 349 homenageiam personalidades ligadas à história da cidade, entre estátuas, bustos, esculturas e efígies.

A obra mais antiga é a estátua de Dom Pedro I, na Praça Tiradentes, no Centro. Datada do século XIX, ela retrata o imperador montado a cavalo. Já a mais recente é a homenagem ao cineasta Cacá Diegues, inaugurada em março deste ano no Alto da Boa Vista.

Alguns dos monumentos mais fotografados da cidade também figuram entre os que mais sofreram danos ao longo dos anos.

O principal exemplo é a estátua de Carlos Drummond de Andrade, na orla de Copacabana. Desde sua instalação, em 2002, os óculos do poeta precisaram ser repostos 13 vezes, segundo a Secretaria Municipal de Conservação.

Outro caso recorrente é o da estátua do compositor Noel Rosa, que já passou por nove reparos, três deles somente no ano passado.

Atualmente, o conjunto inspirado na música "Conversa de Botequim", composto pela estátua de Noel, uma mesa e a figura de um garçom, está sem a representação do compositor.

A peça foi retirada para manutenção após ser alvo, mais uma vez, de vandalismo.

O Monumento ao General Osório, localizado na Praça XV, no Centro, também acumula nove intervenções para reparos.

Somente neste ano, a secretaria registrou ataques a diferentes obras espalhadas pela cidade. Entre elas estão o Relógio da Glória e os monumentos em homenagem a Cazuza, Otto Lara Resende e Sérgio Vieira de Mello.

Para o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, os recursos destinados à recuperação de monumentos comprometem investimentos em outras áreas da pasta. Segundo ele, apenas a presença de câmeras de monitoramento não tem sido suficiente para impedir a ação de criminosos.

Uma das alternativas estudadas pela prefeitura é utilizar tecnologia de reconhecimento facial para ajudar na identificação dos responsáveis pelos danos.

Cerca de 30% de tudo que a Secretaria de Conservação gasta com os monumentos vai para recuperar o que foi destruído, não para avançar, mas para voltar ao ponto de partida.

É dinheiro público que deveria estar em outras frentes, mas que precisa cobrir o que a impunidade permite. Para avançar nisso, estamos propondo também uma parceria com o COR e a Civitas para trabalhar na identificação, por meio do reconhecimento facial, de quem comete esses crimes", afirmou Diego Vaz.

Os Arcos da Lapa são outro exemplo da dificuldade enfrentada pelo poder público para combater a depredação. Desde 2022, o monumento passou por 34 ações de manutenção para remoção de pichações.

Apenas em 2023, foram necessárias 13 intervenções.

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Em números

  • Em 2026, esse número já foi praticamente alcançado antes do fim de julho: foram 15 casos contabilizados até o encerramento do mês

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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