A Prefeitura do Rio de Janeiro e o governo do RJ anunciaram a criação do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos para reforçar o enfrentamento a esse crime na capital fluminense.
O decreto que institui a medida foi publicado na manhã desta terça-feira (1º) no Diário Oficial do Município.
Uma das primeiras ações é a desapropriação de 2 estabelecimentos no bairro do Sampaio, na Zona Norte do Rio, que, segundo a prefeitura, funcionariam como pontos de receptação de materiais furtados.
A região é apontada pelo município como a mais afetada por esse tipo de ocorrência na cidade.
O objetivo do núcleo integrado é coordenar ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento do furto de cabos e de outros componentes da infraestrutura urbana.
Em entrevista coletiva realizada no Centro de Operações Rio (COR), o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) destacou que os casos cresceram depois da pandemia e não são resolvidos como uma simples manutenção.
Segundo o prefeito, as desapropriações devem continuar.
Roberto Lisandro Leão, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), destacou a importância da integração entre os órgãos municipais e estaduais para enfrentar o problema.
A criação do núcleo faz parte de um conjunto de medidas para integrar a atuação de órgãos municipais e estaduais no combate a esse tipo de crime. A coordenação ficará a cargo da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), com participação da Guarda Municipal, da Força Municipal, da Rioluz e da CET-Rio.
O secretário Marcus Belchior afirmou que uma das primeiras medidas do programa foi a desapropriação dos terrenos no Sampaio, na Zona Norte do Rio.
A proposta prevê o compartilhamento de informações entre os órgãos envolvidos para subsidiar estratégias de prevenção, fiscalização e repressão.
Entre as medidas previstas estão a substituição de materiais metálicos por componentes sem valor comercial e o reforço na fiscalização de estabelecimentos suspeitos de receptar produtos furtados.
Os locais poderão ser alvo de sanções administrativas e de outras medidas previstas em lei, incluindo, em casos específicos, a desapropriação de imóveis.
A 1ª etapa das ações será implantada na Zona Norte do Rio. De acordo com a prefeitura, as regiões do Grande Méier e da Grande Tijuca concentram 25% dos furtos de materiais semafóricos registrados na cidade em 2026.
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Além da troca dos cabos por materiais sem valor de revenda, o plano inclui a instalação de caixas sem valor comercial, garras antifurto e a concretagem e soldagem de caixas de passagem.
Segundo a prefeitura, todos os semáforos do Boulevard 28 de Setembro serão substituídos por equipamentos com os novos materiais.
Rodolfo Maldonado, diretor-presidente da RioLuz, afirmou que os furtos de cabos também provocam danos a postes e luminárias. Entre 2021 e 2026, foram registradas quase 95 mil ocorrências e mais de 1,8 mil km de cabos furtados.
Ele disse ainda que medidas antifurto, como concretagem de caixas e blindagem de eletrocalhas, tornam a manutenção mais cara e complexa.
*estagiária sob a supervisão de Cristina Boeckel.
Em números
- Entre 2021 e 2026, foram registradas quase 95 mil ocorrências e mais de 1,8 mil km de cabos furtado