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Primeiro-ministro do Canadá pede que EUA “leve a sério” guerra comercial

Mark Carney reage à escalada das tarifas e critica autoridades dos EUA. Washington afirma que não há negociações em andamento com o Canadá

2 min de leitura
Primeiro-ministro do Canadá pede que EUA “leve a sério” guerra comercial

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, alfinetou o governo de Donald Trump, nesta segunda-feira (1º/9), ao cobrar uma postura mais séria de Washington diante da escalada das tensões comerciais entre os dois países.

  • O principal negociador comercial de Trump, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que não existem atualmente negociações comerciais em andamento com o Canadá.
  • Em entrevista ao Politico, Greer também questionou o interesse do governo canadense em alcançar um novo acordo e afirmou que Ottawa estaria mais exposta aos efeitos de uma guerra comercial do que Washington.
  • O representante ainda atribuiu parte do impasse às exigências apresentadas pelo Canadá durante as negociações.
  • Greer também afirmou que houve divergências sobre o próprio escopo das conversas.
  • Para ele, não estava claro se o conflito havia sido provocado principalmente por questões políticas ou econômicas.

Carney criticou, especialmente, a postura adotada por autoridades dos Estados Unidos durante a disputa. Segundo o primeiro-ministro, representantes de Washington deveriam abandonar provocações e tratar as negociações comerciais com maior seriedade.

Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

Donald Trump, presidente dos EUA, e Mark Carney, Primeiro-ministro do Canadá, em maio de 2025.

EUA descarta novas negociações A nova rodada de tarifas amplia uma crise comercial que vem deteriorando a relação entre os dois países. O Canadá é um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos e mantém uma extensa integração econômica com o mercado estadunidense.

Carney também já havia criticado a postura dos negociadores dos EUA em relação à identidade linguística do Canadá. Segundo o primeiro-ministro, representantes americanos teriam tratado o uso do francês no país como um obstáculo nas negociações.

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Fontes consultadas

  • Metrópoleslink

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