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Policial preso em esquema de propina era secretário de Segurança no litoral

Gaeco atribui a investigador esquema de propina; MPSP também aponta patrimônio incompatível e movimentação de cinco empresas

3 min de leitura
Policial preso em esquema de propina era secretário de Segurança no litoral

O policial civil Marcos Vinicius de Souza Melo (imagem em destaque), preso sob suspeita de integrar um esquema que liberava cargas de eletrônicos após o pagamento de propina, ainda ocupava formalmente um dos principais cargos da Segurança Urbana de São Sebastião, no litoral paulista, quando a Operação Merx foi deflagrada, na sexta-feira (28/8).

Marcos era secretário adjunto de Segurança Urbana, o número 2 da pasta. Ele pediu exoneração no último dia 25, três dias antes da operação conjunta do Grupo de Atuação especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Corregedoria da Polícia Civil.

Prefeito exonerou então secretário-adjunto de Segurança Urbana.

Em rede social, policial incluiu cargo assumido no litoral.

Em mensagem, advogado fala sobre pagamento de "acerto" com policiais.

Investigador José Adriano Pereira da Silva Nishi.

Policial Civil Bruno Moreno dos Santos.

Viatura escolta carga em rodovia de SP.

Carro a Polícia Civil durante escolta de carga de descaminho.

Parte da propina era paga em dinheiro vivo.

Empresário Thiago Marcel Magnabosco.

Policial civil foi preso em ação conjunta do Gaeco e Corregedoria da instituição.

A coluna apurou que a portaria é datada da terça-feira (veja galeria acima), mas só foi publicada na sexta (28/8), mesmo dia em que o policial foi preso. A Prefeitura afirma que a saída foi solicitada por motivos particulares e antes da operação.

Em junho, o governo paulista havia autorizado o afastamento do investigador da Polícia Civil, com prejuízo dos vencimentos, justamente para exercer o cargo de secretário adjunto em São Sebastião.

A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

Propina e cargas Os crimes investigados são anteriores à passagem de Marcos pela prefeitura.

Segundo o Gaeco, quando atuava no 2º DP de Cotia, na Grande São Paulo, ele aparece como responsável por uma ocorrência na qual foram formalmente apreendidos apenas 250 celulares, embora conversas obtidas pela investigação indiquem que o caminhão transportava mais de 4 mil aparelhos.

Depois, Marcos foi removido para o 1º DP de Barueri, ainda na região metropolitana. Dezesseis dias mais tarde, segundo os promotores, outra carga seria alvo do mesmo núcleo.

Para o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a sequência sugere “continuidade da atuação” do grupo em uma nova circunscrição.

577 e armas de terceiros no cofre da sala do então investigador-chefe.

Em seu nome apareciam um Toyota Corolla e duas embarcações. Uma empresa da qual era sócio tinha ainda um Ford Cargo e um Iveco Daily.

Os promotores localizaram ainda uma Volkswagen Amarok 2017/2018 registrada em nome da ex-esposa, mas vinculada a endereço associado ao policial.

Em números

  • Embora conversas obtidas pela investigação indiquem que o caminhão transportava mais de 4 mil aparelhos

Fontes consultadas

  • Metrópoleslink

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