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Policial Militar é preso após atirar e matar suspeito durante abordagem na Grande BH

Segundo a PM, sargento reagiu após homem apontar uma arma para ele; vítima, de 27 anos, morreu após ser levada para uma UPA, nesta quinta-feira (28).

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Policial Militar é preso após atirar e matar suspeito durante abordagem na Grande BH

Um policial militar de 45 anos foi preso em flagrante após atirar e matar um homem de 27 anos durante uma abordagem na Rua 31 de Janeiro, no bairro Vila Nova Esperança, em Santa Luzia, na Grande BH.

O caso aconteceu nesta quinta-feira (28).

Segundo o registro da ocorrência, o sargento estava com uma equipe formada por outros dois policiais quando foi acionado após uma guarnição relatar ter sido ameaçada por um homem armado na região.

Ainda de acordo com a PM, havia informações de que traficantes estavam circulando armados pelo local por causa de uma disputa entre grupos criminosos. Durante o deslocamento para a Rua 31 de Janeiro, os policiais ouviram dois disparos.

O motociclista perdeu o controle depois de passar pela viatura, e os dois ocupantes caíram. De imediato, os policiais desceram da viatura.

Conforme o relato do sargento, um dos homens, que usava uma blusa de frio, estava com uma arma cromada nas mãos. Segundo ele, o suspeito apontou a arma em sua direção.

O militar acabou atirando. A arma foi apreendida.

O homem foi atingido na região do tórax. Segundo a PM, ele soltou a arma e o carregador se quebrou ao cair no chão, espalhando munições.

O militar acionou reforço pelo rádio. O homem foi levado pelos militares para a UPA São Benedito, mas, segundo a unidade de saúde, ele já chegou morto.

A vítima foi identificada como Matheus Felipe Rodrigues de Souza, de 27 anos. Segundo a PM, ele era conhecido das equipes que atuam na região e seria integrante de uma quadrilha ligada ao tráfico de drogas.

Ainda conforme o registro, uma enfermeira encontrou nas roupas de Matheus um carregador com munições calibre 9 mm. A PM também apreendeu uma pistola calibre 9 mm e 21 munições que, segundo a corporação, estavam relacionadas à ocorrência.

Testemunha relata que vítima fez disparos.

Um mototaxista contou aos policiais que havia deixado um passageiro na Rua 31 de Janeiro quando foi abordado por dois homens, que pediram a motocicleta dele.

Segundo o depoimento, ele reconheceu os homens como integrantes do tráfico da região e, por medo, entregou o veículo. Enquanto deixava o local, ouviu tiros e moradores dizendo que uma pessoa havia sido baleada.

Ele voltou e viu que os homens que haviam pegado sua motocicleta estavam envolvidos na ocorrência.

O condutor da motocicleta foi identificado como Oliver Vinícius dos Santos Ferreira. Aos policiais, ele afirmou que estava em um bar quando Matheus pediu que o levasse até o final da Rua 31 de Janeiro.

Segundo Oliver, ao chegar ao local, Matheus sacou uma arma e efetuou dois disparos para o alto. Na volta, os dois encontraram uma viatura da PM.

Oliver relatou que Matheus mandou que ele acelerasse. Depois de passar pela viatura, o condutor perdeu o controle da motocicleta e os dois caíram. Ele disse ainda ter ouvido um policial mandar Matheus soltar a arma, mas o homem não teria obedecido.

Em seguida, ouviu um único disparo e viu Matheus ser atingido.

O local foi isolado e preservado para a realização da perícia. A equipe da Corregedoria da Polícia Militar foi acionada para acompanhar a ocorrência.

O policial envolvido foi conduzido à sede do 35º BPM e preso em flagrante por homicídio. O fuzil utilizado pelo sargento durante a ocorrência, também foi apreendido e a motocicleta usada pelos dois homens foi removida para um pátio.

A Polícia Militar informou que o disparo foi efetuado pelo militar diante da ameaça sofrida durante a abordagem. Segundo a corporação, o policial reagiu após o homem apontar uma arma de fogo em direção à guarnição.

A PM afirmou ainda que tomou todas as providências necessárias para apurar as circunstâncias da ocorrência. Segundo a corporação, o caso foi registrado, o flagrante não foi ratificado e a situação foi encaminhada para análise da Justiça Militar.

A PMMG informou, ainda, que foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante não ratificador que é quando a autoridade policial responsável pelo procedimento entende que não havia elementos para manter a prisão em flagrante.

Além disso, a instituição adotou todas as providências de Polícia Judiciária Militar cabíveis.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que abriu investigação. Disse também que a perícia esteve no local para coletar vestígios que possam ajudar nas investigações.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames.

Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais.

Fontes consultadas

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