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Polícia apura 2ª morte em local em Laranjeiras já investigado por casos em clínica de estética

Vanessa Caldas disse que sua mãe, Sandra, de 59 anos, se internou para reverter uma colostomia no hospital Ênio Serra e que o líquido fecal se espalhou pelos se

4 min de leitura
Polícia apura 2ª morte em local em Laranjeiras já investigado por casos em clínica de estética

Polícia apura 2ª morte em local em Laranjeiras já investigado por casos em clínica de estética

A Polícia Civil investiga o segundo caso de morte relacionado a um grupo de estabelecimentos de saúde na Rua Soares Cabral, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. No local funciona uma clínica que já é alvo de investigação por uma morte e por complicações após procedimentos estéticos.

A corretora de imóveis Vanessa Caldas denunciou à Delegacia do Consumidor (Decon), na quinta-feira (6), a morte da mãe, Sandra, de 59 anos. Segundo ela, Sandra estava internada no Hospital Ênio Serra para realizar a reversão de uma colostomia quando houve o vazamento de líquido fecal para outros órgãos, o que provocou sua morte, em abril deste ano.

O delegado Wellington Vieira, titular da Decon, afirmou que vai apurar as circunstâncias da morte.

"Vamos ouvir os médicos que fizeram a retirada da bolsa de colostomia para verificar o que aconteceu de errado", disse o delegado.

Vanessa procurou a polícia dois dias depois de a investigação confirmar que Isabely Viana, de 42 anos, morreu após passar por uma abdominoplastia em uma clínica que funciona no mesmo local.

Segundo a corretora, a mãe foi internada em fevereiro para tratar a síndrome de Fournier, doença que afeta a região inferior do corpo, e apresentava boa recuperação.

"As feridas fecharam, ela estava bem, conversando. A gente só estava esperando para fazer a reversão da colostomia", contou.

A expectativa da família era de que Sandra recebesse alta em cerca de 10 dias. No entanto, segundo Vanessa, o quadro mudou em 11 de abril, quando a mãe passou mal e precisou ser levada às pressas para uma nova cirurgia.

"Quando eu fui perguntar ao cirurgião por que ele tinha feito uma nova cirurgia, qual era a necessidade, ele disse que, por minha mãe ser gorda, ela tossiu e os pontos abriram", afirmou.

Na segunda-feira seguinte, segundo a filha, Sandra começou a expelir líquido fecal. Após passar por uma nova cirurgia, Sandra colocou uma sonda nasogástrica, que acabou não dando o resultado esperado.

"Do estômago, ele passou para os outros órgãos. Passou para o fígado, os rins falharam e ela duas semanas depois, a minha mãe veio a óbito. Uma revisão de colostomia, que o médico disse para mim que era uma coisa simples", contou Vanessa emocionada.

A corretora de imóveis disse que o médico responsável nunca mais apareceu no hospital após a segunda cirurgia para dar qualquer satisfação, e que ninguém da unidade a procurou para passar detalhes do caso.

"Eu só quero a justiça pela minha mãe. Perdi minha mãe, perdi meu chão. O que aconteceu foi um assassinato", disse ela.

O g1 procurou a Celita Toledo, proprietária do grupo que administra o hospital, e a administração do hospital Ênio Serra, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

O caso veio à tona após a morte de Isabely Viana, de 42 anos, que sofreu duas paradas cardiorrespiratórias durante uma abdominoplastia realizada em 12 de junho.

"Ela deu uma parada de 10 minutos e depois deu uma parada de 8 minutos. Veio um cirurgião e explicou que era manual, fizeram manual e que ela ficou em coma", explicou Cosme. Isabely morreu 5 dias depois.

Durante a operação, os agentes encontraram medicamentos vencidos e conduziram quatro pessoas para prestar esclarecimentos. A investigação teve início após duas pacientes denunciarem deformações provocadas por procedimentos realizados na clínica.

Segundo informações da polícia, a clínica oferecia procedimentos com custos mais baixos. A Vigilância Sanitária também foi acionada para o local.

Em publicações nas redes sociais, Celita Toledo afirmou que a clínica Plastic Day, onde foram encontrados os medicamentos vencidos, continua funcionando normalmente.

"Tem muita menina reclamando de intercorrência. Já operamos mais de 8 mil e 300 poucas pessoas. Todas as pessoas que estão fazendo reclamação, que vão fazer ocorrência, vão ter que provar de que que é aquela intercorrência dela", disse Celita.

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Fontes

Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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