As informações constam em um documento entregue pela PF ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Sem Refino, deflagrada no mês passado.
A investigação apura a atuação de agentes públicos em benefício da Refinaria de Manguinhos, a Refit.
Segundo a PF, Castro negociou diretamente a compra com a Caviar Giaveri, localizada em São Paulo, em 24 de abril deste ano.
da Coluna Manoela Alcântara As mensagens mostram que o ex-governador escolheu diferentes tipos e quantidades de caviar e pediu que parte da encomenda fosse entregue no Hotel Emiliano, em São Paulo, onde estava hospedado.
O contato, então, perguntou a Castro o que ele precisaria para providenciar uma entrega rápida por motoboy. “Pra hj imperial de 100g e um kit. Pra levar”, respondeu o ex-governador.
Logo em seguida, Castro ligou para o contato da loja. Após a ligação, recebeu uma planilha com os valores dos produtos escolhidos.
Após receber a chave Pix e as informações para o pagamento, Castro enviou o comprovante da transferência. Segundo a PF, porém, o dinheiro não saiu de uma conta do ex-governador, mas da empresa AC Santos Participações e Empreendimentos.
A partir dos dados da transferência, os investigadores constataram que o CNPJ da empresa é ligado a Pipo. O advogado também foi alvo da PF no início do mês passado, assim como Castro.
A PF afirma que o episódio indica a utilização da estrutura empresarial de Pipo para pagar uma despesa particular de Castro.
Em números
- PF diz que aliado pagou R$ 10,5 mil por caviar comprado por Cláudio Castro
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