olícia Civil para extorquir empresários do setor de sucata e reciclagem no RJ.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Corregedoria-Geral da Polícia Civil (CGPOL), com apoio da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil (SSINTE) iniciou, na manhã desta sexta-feira (4), uma operação contra integrantes de um esquema que, segundo as investigações, utilizava a estrutura da Polícia Civil para extorquir de empresários dos setores de sucata, ferro-velho, reciclagem e depósito de resíduos em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Os agentes cumpriram quatro mandados de prisão e cumprem seis mandados de busca e apreensão.
As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ) e a SSINTE. Os dados apontaram que três policiais civis e um quarto homem se apresentavam em empresas alegando realizar fiscalizações e apontando supostas irregularidades administrativas e ambientais para exigir pagamentos dos comerciantes.
A ação foi batizada de Operação Anhangá, em referência à figura do folclore indígena brasileiro associada à proteção dos animais e das florestas contra caçadores predatórios.
Os presos são Maurício Gomes da Silva, Rafael Ricardo Obesso, Rafael Sipriano Silveira e Luiz Cláudio da Silva Medeiros, o Cacau. A TV Globo tentava contato com as defesas até a última atualização.
De acordo com a denúncia, recebida pela 3ª Vara Criminal de São Gonçalo, os policiais civis, então lotados na 74ª DP (Alcântara), utilizavam viaturas oficiais, armamento e a própria estrutura da corporação para dar aparência de legalidade às abordagens e intimidar empresários durante a cobrança de vantagens indevidas.
Investigações apontam que três policiais civis e um quarto homem se apresentavam em empresas alegando realizar fiscalizações e apontando supostas irregularidades para exigir pagamentos.
Ainda de acordo com a investigação, não foi encontrada qualquer ordem de serviço, registro de ocorrência ou outro documento que justificasse a fiscalização alegada pelos agentes.
Outra investida descrita na denúncia teve como alvo outra empresa. Segundo o MPRJ, um policial e outros dois homens ainda não identificados abordaram um caminhão da companhia e o seguiram até o depósito, onde teriam se apresentado como policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).
Segundo o Ministério Público, as investigações indicam que os envolvidos se aproveitavam da função pública e do poder de fiscalização para constranger empresários e obter vantagens financeiras indevidas.
Os policiais que atuaram no caso informaram que, ao longo das investigações, os relatos de vítimas e testemunhas mostraram pontos em comum sobre a forma de atuação do grupo.
A ação também contou com reconhecimentos fotográficos, imagens de videomonitoramento e comprovante de transferência bancária compatível com a vantagem indevidamente exigida.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil informou que atua no controle interno e no combate rigoroso a desvios de conduta. As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão dos crimes apurados.
A Polícia Civil informou ainda que não compactua com qualquer prática ilícita ou desvio de conduta por parte de seus servidores e atuará com rigor para responsabilizar aqueles que utilizarem o cargo para cometer crimes.
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