Os candidatos ao Senador por São Paulo apostaram em marcas diferentes para se apresentar ao eleitor nesta segunda-feira (31), na propaganda veiculada na TV: enquanto André do Prado (PL) colou sua imagem à do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Guilherme Derrite (PP) fez da segurança pública o centro da campanha.
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Marina Silva (Rede) resgatou sua trajetória política no estado e Simone Tebet (PSB) se mostrou como um contraponto à polarização política.
Atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e em seu quarto mandato como deputado estadual, André do Prado começou a propaganda falando sobre suas origens em Guararema, cidade do interior onde já foi prefeito.
André usou a propaganda para enfrentar um problema que ele próprio admite: ainda é desconhecido de parte do eleitorado. “Você pode não me conhecer, mas com certeza o resultado do meu trabalho, de alguma maneira, já fez a diferença na sua vida”, afirmou.
A principal estratégia de André do Prado é se apresentar como “braço direito” de Tarcísio. Durante o programa, o governador deixou uma mensagem para os eleitores, reforçando a proximidade entre os dois e pediu apoio para a “nova missão” do aliado no Senado.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) também aparece no programa, embora não seja citado na mensagem.
Ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo durante a gestão Tarcísio, Guilherme Derrite fez da segurança pública o principal eixo de sua propaganda. Com o slogan “SP Sem Medo”, o candidato explorou a experiência como policial militar e bombeiro, além da atuação no Congresso Nacional.
A propaganda destacou a participação na aprovação da lei que acabou com as chamadas “saidinhas” de presos e sua atuação como relator da Lei Antifacção. Derrite também mencionou o trabalho com tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de agressores, tema de seu mestrado.
No encerramento, os dois principais aliados políticos de Derrite na propaganda, Tarcísio e Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, aparecem pedindo votos para o candidato.
Marina Silva também usou a própria história como parte central da propaganda. O programa apresentou a candidata como mulher preta e filha de seringueiro e destacou o reconhecimento internacional recebido por ela na área ambiental, incluindo o Goldman Environmental Prize, voltado a defensores do meio ambiente e ativistas de base.
O programa também buscou reforçar os vínculos de Marina com São Paulo. Destacou que ela foi eleita deputada federal pelo estado em 2022 e que, em 1994, recebeu o título de cidadã paulistana.
A estratégia ocorre em meio a críticas de adversários relacionadas ao fato de Marina não ter nascido no estado.
Simone Tebet (PSB) apostou em um discurso de contraponto à polarização política. A candidata afirmou que muitos eleitores não sabem sequer os nomes dos senadores por causa da “briga interminável que virou a política do Brasil”.
Ao final da propaganda, uma música sertaneja acompanha imagens da candidata abraçando eleitores.
Geraldo Rufino (Podemos) usou a própria história de vida para buscar identificação com os eleitores de origem mais humilde. O candidato relembrou a infância pobre e a trajetória que o levou de catador de latinhas a empresário e fundador da JR Diesel, empresa de reciclagem.
A propaganda, acompanhada por samba, reforçou a narrativa de superação e meritocracia. Rufino já havia concorrido a deputado federal pelo Podemos em 2018.
Soninha coloca violência contra a mulher no centro.
Soninha Francine (Cidadania) concentrou sua propaganda no combate à violência contra a mulher. A candidata defendeu o uso de recursos federais para ampliar os centros de referência da mulher nos municípios, com psicólogas, advogadas e assistentes sociais.