Ir para o conteúdo
Regionais Revisado por ULTRA AI

Médico preso por estupro de vulnerável se encontrou com vítima para comemorar artigos publicados por ela

Caso ocorreu em um apartamento no bairro do Cambuci, no Centro de São Paulo, na sexta-feira (7). Vítima é uma médica anestesiologista e colega de trabalho do in

3 min de leitura
Médico preso por estupro de vulnerável se encontrou com vítima para comemorar artigos publicados por ela

O médico preso em flagrante em São Paulo por suspeita de estupro de vulnerável se encontrou com a vítima na sexta-feira (7) para comemorar a publicação de artigos científicos de autoria dela.

A vítima é uma médica anestesiologista e colega de trabalho do investigado.

Procurado neste domingo (9), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não informou o resultado da audiência de custódia do médico, pois o caso está sob segredo de Justiça.

Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, o episódio aconteceu em um apartamento no bairro do Cambuci, na região central da capital. A ocorrência foi registrada na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

A TV Globo apurou que o médico é um trabalhador terceirizado de um hospital na Zona Leste da cidade de São Paulo.

De acordo com o documento, a vítima relatou aos policiais que havia combinado de almoçar com o colega para comemorar a publicação de artigos. Os dois consumiram bebidas alcoólicas e, segundo o relato registrado no boletim, houve também consumo de uma substância entorpecente.

A médica afirmou que tem lembranças fragmentadas do que aconteceu depois. Segundo seu relato à polícia, a última lembrança nítida era de estar caindo no banheiro.

Mais tarde, ao recuperar parcialmente a consciência, ela procurou o celular para pedir ajuda à mãe e a uma amiga.

A vítima também relatou ter chegado ao apartamento usando um vestido e acessórios, mas depois foi encontrada com roupas diferentes e sem os acessórios. Ela também afirmou ter flashes de memória nos quais o investigado tentava manter uma relação sexual anal com ela.

Uma amiga da vítima, que também trabalha com ela no Hospital Salvalus, relatou à polícia que recebeu uma mensagem pedindo ajuda por volta das 21h. Segundo o depoimento, a vítima disse que estava passando mal e que havia sido dopada.

A amiga foi até o apartamento e encontrou a vítima muito abalada e aparentemente sob efeito de substâncias. Depois, a médica foi encaminhada ao Hospital da Mulher, onde passou por atendimento médico e perícia.

Segundo o boletim, ela também relatou dores na região íntima.

A policial militar que atendeu a ocorrência informou que encontrou a vítima parcialmente despida e em estado de abalo emocional. De acordo com o registro, a mulher apresentava sinais compatíveis com possível alteração do estado psíquico ou de consciência e não conseguiu fornecer detalhes sobre o que havia acontecido naquele momento.

Em depoimento, o médico afirmou que havia entrado em contato com a colega para comemorar a publicação de artigos científicos. Segundo o relato registrado no boletim, ele providenciou a aquisição de LSD a pedido dela e os dois consumiram a substância depois do almoço.

Também houve consumo de bebidas alcoólicas.

O investigado afirmou que, após o consumo da substância, a colega passou mal, caiu no banheiro e foi levada por ele até o quarto. Disse ainda que também teve alterações de percepção e memória e que não se recorda de ter praticado ato sexual, trocado beijos ou usado violência física contra a vítima.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 São Paulolink

Leia também

Mais em Regionais