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Justiça decreta prisão preventiva de advogado filmado agredindo filha de 6 anos dentro de elevador em SP

Câmeras de segurança do condomínio na Zona Norte da capital registraram as agressões ocorridas na quinta (20). Antes de ser preso, homem ficou cerca de três hor

3 min de leitura
Justiça decreta prisão preventiva de advogado filmado agredindo filha de 6 anos dentro de elevador em SP

Homem é preso após agredir a filha em elevador em SP.

A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão em flagrante de um advogado de 44 anos suspeito de agredir a filha, de 6 anos, dentro do elevador do prédio onde mora, na Zona Norte da capital.

A agressão, que ocorreu na quinta-feira (20), foi registrada pela câmera de segurança do elevador (vídeo acima).

Vizinhos ouviram uma discussão e acionaram a Polícia Militar. Os agentes chegaram ao endereço por volta das 18h40 e prenderam o homem.

Segundo o boletim de ocorrência, a esposa disse em depoimento que o agressor passa por um momento de depressão e consumo de álcool.

A mãe da menina contou à polícia que havia deixado a filha aos cuidados do pai enquanto trabalhava. Por volta das 14h, ela entrou em contato com os dois e disse não ter percebido nenhuma situação anormal.

Ao voltar para casa, por volta das 18h20, a mulher afirmou ter ouvido uma discussão entre o marido e a filha assim que a porta do elevador se abriu. Segundo o relato, o homem xingava a criança.

A mãe disse que entrou no apartamento e questionou o marido. Durante a discussão, segundo o depoimento, os dois se empurraram. Ela levou a filha para outro cômodo para evitar que a criança continuasse presenciando a briga.

A síndica do condomínio acionou a Polícia Militar. A mãe e a menina foram para o apartamento da síndica enquanto o homem permaneceu dentro de casa.

Homem se recusou a sair do apartamento.

Quando os policiais chegaram, o advogado estava trancado em um dos cômodos. Os agentes pediram que ele abrisse a porta e saísse, mas ele não respondeu.

Após o arrombamento da porta, o homem continuou se recusando a deixar o imóvel. De acordo com o registro policial, foram necessárias cerca de duas horas de negociação até que ele concordasse em sair.

Os policiais relataram que o apartamento estava revirado, com diversos objetos espalhados.

O homem permaneceu em silêncio e se recusou a prestar declarações inicialmente. Depois, segundo o boletim de ocorrência, afirmou que a filha estava sob seus cuidados naquele dia.

Ele disse que a criança havia ido encontrar uma amiga no condomínio e que, em determinado momento, não conseguiu localizá-la. Segundo o relato, ficou desesperado com a situação.

Questionado sobre as agressões, afirmou que "pode ter sido um pouco ríspido" com a filha. Disse não se lembrar de ter dado tapas ou puxado o cabelo da criança.

O advogado também afirmou ter consumido bebida alcoólica naquele dia e disse não se lembrar integralmente do que aconteceu. Sobre a discussão com a mulher, negou ter havido agressão física e afirmou ter "95% de certeza que não encostou na esposa.

A menina foi atendida e, segundo a polícia, não apresentava lesões. A mãe também informou que não tinha ferimentos aparentes.

Segundo a delegada responsável pelo caso, a mulher afirmou que esta teria sido a primeira vez que o marido agrediu a filha. Ela também relatou que o homem passa por um período de depressão e consumo de álcool.

Ainda de acordo com a polícia, não havia registros anteriores de passagem do homem pela polícia.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 São Paulolink

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