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Furto de cabos de cobre: 22 são presos após invasões a prédio abandonado da Oi em BH

Segundo a Polícia Militar, suspeitos tinham contato com possíveis receptadores; furtos de fios já afetaram hospitais, semáforos, transporte público e rede elétr

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Furto de cabos de cobre: 22 são presos após invasões a prédio abandonado da Oi em BH

Receptadores esperavam por material furtado em prédio em BH.

Vinte e duas pessoas foram presas, desde o fim de julho, suspeitas de invadir um prédio abandonado da Oi, na Avenida Prudente de Morais, no bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, para furtar fios, cabos e equipamentos eletrônicos.

Segundo a Polícia Militar, os suspeitos tinham contato com possíveis receptadores para oferecer o material retirado do imóvel. As informações sobre os compradores foram registradas nos boletins de ocorrência e encaminhadas para investigação.

Moradores relatam que veículos costumam parar durante a madrugada perto do prédio para buscar os materiais furtados.

O imóvel foi atingido por um incêndio no domingo (9). Segundo o Corpo de Bombeiros, uma das suspeitas é que o fogo tenha começado em um colchão após uma possível queima de cobre.

Uma mulher foi retirada do local e levada em estado grave ao Hospital João XXIII por inalação de fumaça.

O incêndio mobilizou sete viaturas e 25 militares. Um prédio residencial vizinho, com seis apartamentos, foi esvaziado preventivamente.

A Polícia Civil investiga os furtos e o incêndio. O Ministério Público de Minas Gerais informou que vai acionar a Oi na Justiça para cobrar providências sobre o imóvel.

Em outro ponto da Região Centro-Sul, quatro homens foram filmados queimando fios em uma área de mata no bairro Luxemburgo. A prática facilita a retirada do cobre e dificulta a identificação da origem do material.

O furto de cabos já provocou impactos em serviços essenciais da cidade. Em 2022, a Santa Casa de Belo Horizonte adiou sessões de radioterapia após o furto de fios.

Em 2024, pacientes do Instituto de Oncologia do Hospital Felício Rocho também foram afetados.

Cruzamentos ficam sem sinalização por causa do furto de cabos dos semáforos e, no mês passado, várias estações do Move ficaram fechadas na Avenida Antônio Carlos.

Uma lei municipal aprovada em 2011 determina a comprovação da origem de materiais metálicos recicláveis. A regulamentação foi feita em 2023 e, no ano passado, passou a incluir expressamente fios de cobre, placas eletrônicas e equipamentos de telecomunicações.

Para o Sindicel, fiscalizar quem compra e revende o material é fundamental para combater os furtos. Empresas precisam comprovar a origem do cobre adquirido com documentos como notas fiscais, fotografias e relatórios.

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Fontes

Informação baseada em material público de G1 Minas, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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