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Foto de treinador do Grêmio no WhatsApp, elogios e falsa doação de cesta básica: como era o golpe que fez

Homem usava imagem do técnico para pedir dinheiro via PIX sob o pretexto de doações para projeto social. Atacante tricolor transferiu dinheiro para golpista.

2 min de leitura
Foto de treinador do Grêmio no WhatsApp, elogios e falsa doação de cesta básica: como era o golpe que fez

Golpista se passa por Luís Castro, técnico do Grêmio, para pedir PIX para jogadores.

  • Enamorado foi vítima de golpista; suspeito conversou com D'Ale e Kannemann.
  • dois mandados de busca e apreensão na cidade de Itaperuna (RJ).

Lucas foi preso preventivamente e é investigado pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e falsa identidade.

Atletas do Grêmio e de outros clubes eram contatados com pedidos de doação de cestas básicas. Procurado, o Grêmio afirmou que não vai se manifestar, por se tratar de uma questão pessoal do atleta.

O ex-jogador Andrés D'Alessandro também recebeu contato do golpista, mas a situação já era monitorada pela polícia e não resultou em pagamentos pelo argentino.

Também foram identificados como alvo jogadores e personalidades vinculados a clubes de outros estados, a uma equipe do futebol europeu e a um artista de projeção nacional.

A assessoria do Grêmio informou que os jogadores não irão se manifestar, assim como a assessoria de D'Alessandro.

A investigação é da 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre. A Operação Falso 9 cumpriu mandados nesta quarta-feira com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Com um dos atletas, o falso técnico manteve conversa por vários dias, questionando sobre rotina, família e desempenho nos treinos, além de elogiar sua dedicação.

Em determinado momento, pediu que o jogador não comentasse aquele contato com os demais, numa tentativa de isolar a vítima e evitar que o golpe fosse descoberto.

No dia 6 de maio deste ano, ele encaminhou uma chave PIX aleatória, informando pertencer a uma suposta responsável pela instituição, e orientou o atleta a efetuar o pagamento.

Uma primeira tentativa de transferência foi barrada pelo limite diário de movimentação bancária da vítima, levando o golpista a reagendar o pagamento para a manhã seguinte e a pedir, mais uma vez, sigilo.

No dia seguinte, a transferência foi efetivada via PIX. Na sequência, o suspeito enviou ao atleta uma suposta confirmação de recebimento das cestas por parte da instituição, encerrando essa etapa da fraude.

Para reforçar a legitimidade do pedido e pressionar a vítima, o suspeito chegou a mencionar a colaboração de outros atletas do time. A nova transferência não se concretizou por também exceder o limite diário de movimentação financeira da vítima, o que interrompeu a sequência de golpes.

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