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Filipe Barros defende aumento de pena e prisão de segurança máxima para condenados por feminicídio

Candidato ao Senado pelo PL deu entrevista por 30 minutos para a RPC nesta quinta-feira (3).

4 min de leitura
Filipe Barros defende aumento de pena e prisão de segurança máxima para condenados por feminicídio

O candidato ao Senado pelo Paraná Filipe Barros (PL) afirmou que defende o aumento das penas para condenados por feminicídio e o cumprimento das sentenças em presídios de segurança máxima.

  • Divergências passadas com Sergio Moro e a atual aliança política.
  • Mudanças de posicionamento político ao longo da carreira.
  • Combate à corrupção e a relação com a direção nacional do PL.
  • Uso de recursos do fundo partidário.
  • Segurança e mortes nas rodovias do Paraná.

Filipe Barros fala sobre suas propostas no MDPR.

Defendo dois pontos. Primeiro, a prevenção e fortalecimento da família, a conscientização por meio da educação e das escolas. Segundo ponto é de aumentar a pena para quem comete feminicídio.

É é inadmissível um homem praticar um crime contra uma mulher e, aqui no Paraná, quem cometer vai para presídio de segurança máxima", afirmou.

A declaração do candidato foi feita nesta quinta-feira (3) durante entrevista ao telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da TV Globo. Nesta semana, o jornal realiza uma série de entrevistas com os candidatos mais bem posicionados no cenário estimulado da última pesquisa Quaest.

A ordem foi definida por sorteio, realizado na presença de representantes dos candidatos. O tempo estipulado para a entrevista é de 30 minutos.

🗓️ Na sexta-feira (4), Cristina Graeml (PSD) será a última entrevistada da série do Meio-Dia Paraná com os candidatos ao Senado. A rodada teve início com Alexandre Curi (Republicanos), seguido de Gleisi Hoffmann (PT ) e Deltan Dallagnol (Novo).

Durante a entrevista, Filipe também respondeu a perguntas sobre.

Veja o que disse o candidato sobre cada tema.

Na entrevista, Filipe Barros foi relembrado de que, em 2022, fez declarações contra Sergio Moro, quando o classificou como uma pessoa sem caráter. Questionado sobre a atual aliança política entre os dois, ele respondeu que decidiu deixar as divergências do passado para trás em nome de um projeto para o Paraná.

Segundo ele, integrantes da coligação optaram por não "olhar pelo retrovisor" e concentrar esforços na construção de um futuro para o estado.

Questionado se as mudanças de posicionamento em relação a aliados políticos poderiam gerar desconfiança no eleitorado, Filipe Barros afirmou que sempre foi transparente em relação às pautas e bandeiras que defende e que nunca abriu mão dos próprios princípios e valores.

Na entrevista, Barros foi questionado sobre o fato de o PL ser presidido por Valdemar Costa Neto, condenado no passado por corrupção. Em resposta, afirmou que o dirigente reconheceu os erros cometidos e cumpriu a pena imposta pela Justiça.

O candidato também declarou ser grato a Valdemar por ter aberto espaço para Jair Bolsonaro no partido.

Sobre o fim da escala 6x1, proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho e que foi votada e aprovada na quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Filipe Barros afirmou ser favorável à mudança por entender que ela permite maior convivência familiar, mas defende que a medida deve vir acompanhada de redução da carga tributária, diminuição do tamanho da máquina pública, desburocratização da economia e estímulos à geração de empregos e renda.

Questionado sobre a defesa do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o candidato disse que é favorável à medida em casos de abuso de poder.

Disse também que defende uma reforma do Poder Judiciário, incluindo mudanças nos critérios para indicação ao STF como, por exemplo, idade mínima e experiência prévia na magistratura.

Ao ser questionado sobre os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre setores da economia paranaense, Filipe Barros afirmou que manteve diálogo com parlamentares norte-americanos durante viagens a Washington.

Segundo ele, o governo Lula falhou na interlocução com autoridades dos Estados Unidos e não construiu os canais de diálogo necessários para defender os interesses brasileiros.

O candidato também foi questionado sobre medidas para reduzir o número de mortes nas rodovias. Ele respondeu que defende o aumento das penas para crimes de trânsito e uma fiscalização mais rigorosa das concessionárias responsáveis pelas estradas.

Disse também que defende investimentos em ferrovias e o uso de tecnologias de monitoramento, como câmeras integradas às forças de segurança.

Questionado sobre a redução da maioridade penal, o candidato afirmou ser favorável à mudança para 16 anos e declarou que votará favoravelmente à proposta caso ela seja analisada pelo Senado e ele seja eleito.

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Fontes consultadas

  • G1 Paranálink

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