O Alzheimer é frequentemente associado aos esquecimentos. Mas a história da doença começa muito antes deles. Enquanto a memória ainda parece preservada e a rotina segue aparentemente normal, alterações silenciosas já podem estar acontecendo no cérebro.
Durante anos — e, em alguns casos, décadas — essas mudanças evoluem sem provocar sintomas evidentes, tornando o diagnóstico um dos maiores desafios da neurologia.
É justamente nesse intervalo, antes que os sinais mais conhecidos apareçam, que a medicina tem concentrado seus principais avanços. A busca por métodos capazes de identificar alterações biológicas precocemente ganhou força nos últimos anos e começa a mudar a forma como o Alzheimer é investigado.
Um dos maiores avanços nessa área é o uso de biomarcadores sanguíneos, capazes de identificar evidências biológicas associadas à doença por meio de uma simples coleta de sangue.
Essa tecnologia inaugura uma nova fase na investigação do Alzheimer.
O que é o Alzheimer e o que acontece no cérebro antes dos sintomas.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa e a principal causa de demência no mundo, a doença responde por cerca de 70% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Brasil, estima-se que aproximadamente 1,8 milhão de pessoas convivam com o Alzheimer, número que tende a crescer com o envelhecimento da população. Embora seja mais frequente após os 65 anos, cerca de 9% dos diagnósticos ocorrem de forma precoce, atingindo pessoas em idade produtiva.
Associado ao acúmulo de proteínas, principalmente beta-amiloide e tau, que comprometem progressivamente o funcionamento dos neurônios. Essas alterações podem surgir muitos anos antes das primeiras dificuldades de memória, linguagem ou raciocínio.
Segundo Maria Gabriela de Lucca, médica patologista clínica do Grupo DB, essa é uma das principais mudanças na compreensão da doença pela comunidade científica.
O que sabemos hoje é que o Alzheimer possui uma fase biológica que antecede em muitos anos os sintomas clínicos. Os biomarcadores permitem identificar essas alterações de forma mais objetiva, oferecendo ao médico informações importantes para complementar a investigação diagnóstica, sempre em conjunto com a avaliação clínica do paciente", explica.
A especialista ressalta que esquecer compromissos ou perder objetos ocasionalmente não significa, necessariamente, Alzheimer. O diagnóstico depende da análise do histórico do paciente, do exame clínico e, quando indicado, de exames complementares.
A utilização de biomarcadores representa um avanço porque fornece evidências biológicas da doença, contribuindo para uma investigação mais precisa e para decisões clínicas mais bem fundamentadas.
Esse avanço científico começa a chegar de forma mais ampla ao Brasil com o lançamento do Memora, linha de exames do DB Diagnósticos baseada em biomarcadores plasmáticos, realizada a partir de uma simples coleta de sangue.
A tecnologia acompanha uma tendência internacional que busca substituir, em parte da investigação, métodos mais complexos e invasivos, como o PET cerebral e a análise do líquido cefalorraquidiano (LCR).
Até então, esse tipo de exame também dependia, com frequência, do envio de amostras para laboratórios no exterior.
O diferencial do Memora está justamente na nacionalização dessa tecnologia. Todo o processamento é realizado na unidade do DB Diagnósticos em Sorocaba (SP), tornando a empresa pioneira na oferta de exames com biomarcadores plasmáticos processados integralmente no Brasil.
Com a estrutura logística do grupo, amostras coletadas em qualquer região do país podem ser encaminhadas para análise.
Segundo Rodrigo Faitta Chitolina, supervisor de Produto do DB Diagnósticos, o lançamento traduz anos de evolução científica em uma ferramenta aplicável à rotina médica.
O Memora representa um novo momento na investigação do Alzheimer. Trabalhamos com biomarcadores plasmáticos validados cientificamente e kits diagnósticos registrados pela Anvisa, oferecendo mais suporte ao diagnóstico precoce, à tomada de decisão médica e ao acompanhamento da evolução da doença.
É uma tecnologia que amplia o acesso à informação diagnóstica sem abrir mão do rigor científico.
Em números
- No Brasil, estima-se que aproximadamente 1,8 milhão de pessoas convivam com o Alzheimer, número que t
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Paraná, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.