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Estudo da USP testa reposição hormonal direcionada durante a menopausa

Pesquisa aponta estratégia que atua em receptor específico e melhora o metabolismo sem estimular tecidos ligados a tumores

4 min de leitura
Estudo da USP testa reposição hormonal direcionada durante a menopausa

Uma estratégia mais direcionada pode mudar a forma como a reposição hormonal é feita na menopausa. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) testaram uma abordagem que atua apenas em um tipo de receptor do estrogênio e observaram melhora em parâmetros metabólicos sem estimular tecidos como mama e útero.

Os resultados foram publicados em 19 de julho na revista Comprehensive Physiology e indicam um caminho que busca preservar benefícios do hormônio sem efeitos indesejados associados à terapia convencional.

Como funciona a nova abordagemEm vez de repor o estrogênio de forma geral, os cientistas ativaram apenas o receptor chamado ERβ. Ele está ligado ao metabolismo e não estimula tecidos reprodutivos, o que pode reduzir riscos em pessoas com predisposição a tumores sensíveis a hormônios.“É uma estratégia mais pontual.

Ao agir apenas nesse receptor, conseguimos reequilibrar os efeitos metabólicos da queda do estrogênio sem afetar áreas sensíveis do organismo”, explicou a pesquisadora Débora Santos Rocha, primeira autora do estudo, à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FapeSP).

O trabalho foi feito com ratas que tiveram os ovários removidos para simular a menopausa. Nesse modelo, foi utilizada uma droga experimental para ativar seletivamente o ERβ.

Efeitos observados no metabolismoA queda do estrogênio está associada a mudanças como aumento de gordura abdominal, resistência à insulina e maior risco cardiovascular.

No experimento, a ativação do receptor específico ajudou a reverter parte dessas alterações.“Restauramos a glicemia de jejum, normalizamos o perfil lipídico e reduzimos o tamanho das células de gordura, sem efeito sobre o útero”, afirmou a professora Alicia Kowaltowski, que coordenou a pesquisa.

médica Vida & EstiloEntenda por que as mulheres perdem músculo mais rápido na menopausa Fábia OliveiraAos 60, Margareth Serrão reacende debate sobre o corpo na menopausa O fígado foi um dos principais focos da análise.

Com a intervenção, houve melhora no processamento de gorduras e redução do acúmulo lipídico. Em células isoladas, os pesquisadores observaram maior uso de ácidos graxos como fonte de energia.

Segundo Débora, isso contribui para um perfil mais equilibrado de colesterol e outros lipídios no sangue. 7 imagensFechar modal. 1 de 7A menopausa é caracterizada pelo desequilíbrio hormonal no organismo das mulheresGetty Images2 de 7Média de idade da mulher entrar na menopausa no Brasil é 48 anos; somente metade delas faz tratamento BSIP/UIG/Getty Images3 de 7O fogacho é um dos principais sintomas da menopausaGetty Images4 de 7As doenças cardiovasculares, mais comuns após a menopausa, são a principal causa de morte em mulheresSaúde em Dia/ Reprodução 5 de 7O fogacho é um dos principais sintomas da menopausaGetty Images6 de 7As ondas de calor da menopausa precoce podem ocorrer, inclusive, durante o sonoGetty Images7 de 7A menopausa traz diversos impactos na vida da mulher Getty ImagesLimites e próximos passosApesar dos resultados, a estratégia ainda está em fase experimental e não foi testada em humanos.

O tratamento também não impediu o ganho de peso associado à menopausa, embora tenha melhorado o funcionamento metabólico. As pesquisadoras destacam que a proposta não substitui a terapia hormonal atual, mas pode ampliar as opções no futuro, com abordagens mais direcionadas.

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Em células isoladas, os pesquisadores observaram maior uso de ácidos graxos como fonte de energia. Segundo Débora, isso contribui para um perfil mais equilibrado de colesterol e outros lipídios no sangue.

A menopausa é caracterizada pelo desequilíbrio hormonal no organismo das mulheres.

Média de idade da mulher entrar na menopausa no Brasil é 48 anos; somente metade delas faz tratamento.

O fogacho é um dos principais sintomas da menopausa.

As doenças cardiovasculares, mais comuns após a menopausa, são a principal causa de morte em mulheres.

As ondas de calor da menopausa precoce podem ocorrer, inclusive, durante o sono.

A menopausa traz diversos impactos na vida da mulher.

Apesar dos resultados, a estratégia ainda está em fase experimental e não foi testada em humanos. O tratamento também não impediu o ganho de peso associado à menopausa, embora tenha melhorado o funcionamento metabólico.

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Fontes

Informação baseada em material público de Metrópoles, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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