O Espaço Favela chega à sua 4ª edição do Rock in Rio como uma das atrações mais disputadas da Cidade do Rock. E nasceu de um “transe” de Roberto Medina, segundo conta o amigo Zé Ricardo.
Espaço Favela chega à 4ª edição com shows lotados.
O palco foi criado para dar visibilidade a artistas da periferia e, desde a estreia, tem reunido grandes públicos — tanto que é considerado um dos mais importantes de toda a Cidade do Rock.
A ideia nasceu logo após o Rock in Rio de 2017, durante uma conversa entre Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World, e o fundador do festival, Roberto Medina.
Segundo Zé Ricardo, eles discutiam formas de ampliar a presença de artistas de favela no evento quando Medina teve a ideia de criar um espaço inspirado nesses territórios.
O projeto saiu do papel no Rock in Rio de 2019. O grupo de teatro Nós do Morro estreou o cenário.
Para Zé Ricardo, o Espaço Favela tem como principal missão revelar talentos e aproximá-los do mercado da música.
São 75 metros de largura por 13 metros de altura, com 60 casinhas cenográficas e elementos que remetem ao cotidiano das comunidades, como roupas penduradas, caixas d’água e até figuras de cachorros e gatos.
Entre os estreantes desta edição está o cantor de trap Caio Luccas, de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O artista diz viver dias de ansiedade antes da apresentação.
Outro estreante é o cantor Suel, de Nova Iguaçu, que soma mais de 20 anos de carreira no pagode. “Nem nos meus melhores sonhos eu imaginava estar aqui. Eu sou um artista periférico, um artista do povo.
Isso aqui tem uma representação muito grande para mim”, afirmou.
Suel disse que pretende levar ao palco músicas que marcaram sua trajetória e classificou o show como um presente para ele e para os fãs.
O pagode também estará representado por Belo, embaixador do Espaço Favela, além de Mart’nália e Marvvila, que retorna ao palco após se apresentar na edição de 2022.
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