Ir para o conteúdo
Regionais Revisado por ULTRA AI

Empresa de delator de Vorcaro recebeu R$ 166,5 mil de fintech usada por empresários suspeitos de elo com o

Ceopag prestou serviços financeiros para empresas administradas pelo grupo de Mohamad Hussein Mourad e Beto Louco, segundo o Gaeco. Documento não informa motivo

5 min de leitura
Empresa de delator de Vorcaro recebeu R$ 166,5 mil de fintech usada por empresários suspeitos de elo com o

Os dois são apontados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) como líderes de uma organização criminosa do setor de combustíveis que mantinha conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

  • Empresário que fez repasses para Dark Horse disse em delação que 'gerava' dinheiro vivo para Vorcaro e entregava em malas.
  • MP denuncia Mohamad Hussein e Beto Louco por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica em esquema de R$ 1 bilhão.
  • Após compra de terrenos por R$ 3,9 milhões, Mohamad Hussein e Beto Louco planejaram sede 'faraônica' no interior de SP, diz MP.

O pagamento à EntrePay aparece em uma relação de movimentações atípicas comunicadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e incluídas em um pedido de busca e apreensão apresentado pelo Gaeco.

O g1 procurou Freixo, a EntrePay, a Ceopag e as defesas de Mohamad e Beto Louco e aguarda manifestação.

Caso Master: operador financeiro de Vorcaro será ouvido por Mendonça na próxima terça-feira.

Ceopag substituiu fintech investigada.

Segundo o MP, a Ceopag foi contratada por empresas da organização criminosa e substituiu parcialmente a BK Instituição de Pagamento no processamento dos salários de funcionários de usinas do Grupo Itajobi.

A BK foi um dos principais alvos da primeira fase da Operação Carbono Oculto e é acusada de ter funcionado como um banco paralelo para empresas e pessoas investigadas.

De acordo com o Gaeco, o Grupo Itajobi era administrado por Mohamad e Beto Louco e reunia usinas, transportadoras e outras empresas.

A investigação também encontrou no celular de Lucas Tomé Assunção, apontado como contador da organização criminosa, conversas sobre a utilização da Ceopag na administração financeira da GGX.

Segundo o MP, a GGX controlava parte das redes de postos do grupo. Lucas mantinha contato direto com Mohamad e atuava na abertura e no encerramento de contas bancárias, na administração dos postos e na alteração dos quadros societários das empresas.

Em 4 de setembro de 2025, a Ceopag comunicou o encerramento de sua relação comercial com a GGX e com a Marccounting Assessoria e Consultoria Empresarial.

O Gaeco afirma, porém, que nos dias seguintes foram assinados contratos entre empresas da organização e a America Payment, outra instituição de pagamento que, segundo a investigação, fazia parte do mesmo grupo empresarial da Ceopag.

Entre as empresas que teriam firmado contratos estavam a GGX, a Safra Distribuidora de Petróleo, a Europa Produtos de Petróleo e a Transportadora Infinity.

Para o MP, os documentos e as conversas demonstram que a organização manteve sua estrutura de pagamentos mesmo depois da primeira fase da Carbono Oculto.

Mohamad e Beto Louco são apontados pelo MP como controladores de fato de uma rede de distribuidoras, usinas, transportadoras e postos de combustíveis.

As investigações atribuem ao grupo o uso de empresas de fachada, fundos de investimento e instituições de pagamento para movimentar recursos, esconder os verdadeiros beneficiários e cometer fraudes no setor.

Os documentos falam em conexões do grupo com o PCC e em movimentações envolvendo empresas e operadores ligados à facção. Eles não afirmam, porém, que Mohamad e Beto Louco sejam integrantes formais ou membros “batizados” do PCC.

A formulação usada pelo MP é que os dois comandavam uma organização criminosa que mantinha vínculos com a facção.

A conexão da Ceopag com Freixo aparece na análise das movimentações atípicas comunicadas pelo Coaf.

O MP não detalha qual serviço foi prestado pela EntrePay, se existia contrato entre as empresas nem em que data ocorreu a transferência.

Em sua delação, Freixo afirmou que atendia a pedidos de Vorcaro e de Fabiano Zettel para gerar dinheiro em espécie. Para isso, fazia transferências bancárias a empresas indicadas por três operadores, que posteriormente entregavam os recursos em dinheiro vivo.

O empresário contou que esses operadores conseguiam o dinheiro por meio de contatos no Brás, no Centro de São Paulo, e no setor de combustíveis. Uma das empresas usadas, segundo ele, era uma distribuidora que já havia aparecido na Carbono Oculto.

Freixo disse que recebia 1% sobre os valores movimentados, enquanto os operadores ficavam com 4%.

O documento do Gaeco não permite afirmar que o pagamento da Ceopag à EntrePay integre as operações descritas na delação. A direção da transferência também é inversa ao mecanismo relatado: nesse caso, foi a Ceopag que enviou recursos à empresa de Freixo.

O empresário assinou o acordo de colaboração com a PGR em 8 de agosto. A proposta foi encaminhada ao ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

O advogado de Freixo, Marco Petrelluzzi, afirmou anteriormente que não poderia comentar o conteúdo da delação devido à confidencialidade do acordo.

Em números

  • Empresa de delator de Vorcaro recebeu R$ 166,5 mil de fintech usada por empresários suspeitos de elo
  • Empresa de delator de Vorcaro recebeu R$ 166,5 mil de fintech usada por empresários suspeitos de

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

  • G1 São Paulolink

Leia também

Mais em Regionais