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Dino puxa para o STF investigação sobre supostas fraudes no contrato de wi-fi da Prefeitura de SP com ONG

O ministro ainda suspendeu qualquer tipo de pagamento de contratos do Poder Público com o Instituto Conhecer Brasil (ICB).

6 min de leitura
Dino puxa para o STF investigação sobre supostas fraudes no contrato de wi-fi da Prefeitura de SP com ONG

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou nesta sexta-feira (11) que a Polícia Federal abra um inquérito exclusivo para investigar o contrato entre o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a prefeitura de São Paulo, no fornecimento de serviços de wi-fi na periferia da capital paulista.

  • ENTENDA quem é Vanderlei Natividade, o eletricista alvo da PF e tesoureiro da ONG de Karina Gama que movimentou R$ 83 milhões.
  • Karina da Gama: quem é a produtora de 'Dark Horse' alvo de operação da Polícia Federal em SP.
  • Produtora de filme sobre Bolsonaro comprou carro SUV com R$ 100 mil em dinheiro vivo e disparou alerta do Coaf.
  • Complexsys: repassou R$ 2. 626.949,69 e R$ 1. 308.986,33 para a ANC.
  • Ultra IP: repassou R$ 1.336.201,50 para a ANC.
  • Fastfuture: repassou R$ 603. 136,12 para a ANC.
  • Distribuidora LMS: repassou R$ 300.000,00 a ANC.
  • André Feldman e a esposa Débora Gomes Feldman - donos das empresas Complexsys Soluções Integradas Ltda. e Fastfuture Tecnologias Emergentes Ltda.
  • William Silva Ferreira – dono da empresa Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda., terceirizada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB).

Na determinação, que ainda está sob sigilo judicial, o ministro mandou também a Polícia Civil de São Paulo transferir para o Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito que corre em âmbito estadual sobre a ONG da empresária Karina da Gama.

O ministro ainda suspendeu qualquer tipo de pagamento de contratos do Poder Público com o Instituto Conhecer Brasil (ICB).

Segundo o ministro, a decisão é necessária porque as apurações estaduais, que miram contratos do ICB, estão diretamente conectadas às investigações federais sobre o desvio de emendas parlamentares.

Como o caso envolve o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que possui foro privilegiado, e há fortes indícios de que os fatos integram um único esquema de desvio e lavagem de dinheiro, o STF assumirá o processo para garantir uma investigação unificada.

Na manhã desta sexta (11), antes da decisão de Flávio Dino, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) já havia anunciado que a gestão municipal acionaria o STF para entender com o ministro Flávio Dino se há necessidade de rompimento do contrato municipal de wi-fi com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), da empresária Karina da Gama.

Segundo o prefeito, na decisão que gerou a operação da Polícia Federal (PF) contra a produtora do filme Dark Horse - sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL) - o ministro proibiu que as entidades investigadas no inquérito firmem contratos com o poder público.

Importante dizer que o contrato foi assinado depois de uma licitação que ficou aberta 30 dias. Tudo dentro da lei. Nós temos 3200 pontos na cidade que estão funcionando plenamente e os serviços [do ICB] estão sendo prestados.

(...) Se a empresa realmente não puder ter mais contrato com ninguém, com uma decisão sem verificar antes se ela [Karina da Gama] é culpada ou se ele [Flávio Dino] vir com uma criminalização antecipada, a gente vai ter que romper o contrato.

E deixar de ter 3200 pontos de wi-fi nas comunidades e favelas", disse.

Questionado sobre as irregularidades que a PF aponta, dizendo que Karina da Gama teria feito uma triangulação com o dinheiro do ICB com o objetivo de supostamente lavar dinheiro obtido do contrato com a gestão municipal, o prefeito de SP disse que “ninguém está acima da lei”.

As duas entidades de Karina da Gama funcionam no mesmo endereço no bairro dos Jardins, no Centro de São Paulo.

Veja a cronologia das investigações sobre 'Dark Horse.

Outras duas empresas usadas no esquema, segundo a PF: a Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda – do empresário William Silva Ferreira, que também recebeu dinheiro do wi-fi de SP – e a Distribuidora de Produtos LMS Ltda.

A investigação aponta que a ANC repassou os seguintes valores das empresas pagas pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB).

Os empresários donos de pelo menos três empresas também foram alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quinta-feira (10). Os três estão proibidos de deixar o Brasil.

Polícia Federal mira Mario Frias e produtora de Dark Horse.

Por meio de nota, a defesa de Karina da Gama afirmou que "tendo em vista a operação da Polícia Federal na data de hoje, no exercício da advocacia em favor da Sra.

Karina Ferreira da Gama, ajuizamos nesta data, reclamação constitucional em jurisdição criminal perante a Presidência do STF.

A medida não discute o mérito da investigação, sendo certo que, a cliente estava contribuindo espontânea e voluntariamente, tanto que, atendeu, na última sexta-feira, à solicitação da Polícia Federal e entregou mais de 20 mil laudas de documentos, o que prova sua boa-fé e lealdade processual.

Entretanto, nossa defesa técnica insiste em assegurar a autoridade das decisões da Presidência do STF e a competência do juiz natural.

Acreditamos em nossas Instituições e confia-se na Suprema Corte para a plena garantia do devido processo legal.

Também por nota, a Complexys - do empresário André Feldman, afirmou que "a operação da Polícia Federal vai comprovar, novamente, que os recursos recebidos pela empresa foram usados somente no contrato para manutenção da rede do Wi-Fi na cidade de São Paulo, sem qualquer vínculo com o financiamento para produção do filme, objeto de investigação.

A perícia independente, já anexada nos inquéritos policiais, também comprova que não existe nenhuma relação entre o contrato da empresa com a produtora Go UP", disse.

O g1 e a GloboNews procuraram a defesa de todos os envolvidos e ainda não obtiveram retorno de parte deles.

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que "repudia qualquer tentativa de criar relações entre projetos e programas do Município e a produção cinematográfica do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A administração municipal reitera que a obra não recebeu recursos municipais. A assinatura e execução do termo de colaboração firmado com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) não têm qualquer irregularidade identificada", disse (veja a íntegra abaixo).

Karina da Gama é investigada no caso da instalação de wi-fi e no caso 'Dark Horse.

Íntegra da nota da Prefeitura de SP.

O Programa Wifi Livre segue em pleno funcionamento na cidade com 3. 200 pontos instalados e mais de 760 milhões de acessos registrados, conforme pode ser verificado no link.

Em relação à parceria com o ICB, a Controladoria Geral do Município (CGM) acompanha as investigações desde as primeiras denúncias e instaurou procedimento em maio de 2026, que segue andamento.

Em números

  • 200 pontos instalados e mais de 760 milhões de acessos registrados, conforme pode ser verific

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