O número de candidaturas no Rio de Janeiro caiu 45% em oito anos e chegou, em 2026, ao menor nível desde 1998. São 2. 017 candidatos registrados neste ano, contra 3.
Lista completa
- 2018: 3.695 (recorde da série histórica).
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- e 16 para cada uma das duas vagas de suplente de senador (0,79% cada).
- a criação das federações partidárias.
- e alterações nas regras para o lançamento de candidaturas proporcionais.
- Erika Hilton, Duda Salabert, Linda Brasil e Dani Balbi: quem são as deputadas trans eleitas em 2022.
695 em 2018 e 2. 785 em 2022. A partir dos dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o g1 traçou um perfil dos candidatos que disputam as eleições no estado esse ano.
Candidatos ao governo do Rio declaram patrimônios à Justiça Eleitoral.
O levantamento mostra que a maioria dos candidatos é homem, quase metade tem entre 45 e 59 anos e mais da metade se declara preto ou pardo. Também há predominância de pessoas com formação universitária: 48% concluíram o ensino superior e outros 11% chegaram a frequentá-lo, mas ainda não terminaram o curso.
Os 2. 017 candidatos estão distribuídos entre seis tipos de candidatura.
Legislação explica queda de candidatos.
A queda no número de candidaturas ocorre em um cenário de mudanças na estrutura partidária brasileira. Entre elas estão.
Nas eleições para deputado federal e estadual, partidos e federações podem registrar candidatos em número equivalente a até 100% das vagas em disputa, mais uma.
A diferença é que, quando partidos se unem em uma federação, passam a compartilhar esse limite, em vez de cada legenda montar uma chapa própria.
Ou seja, em um estado com 50 vagas, por exemplo, antes, três partidos separados poderiam ter até 51 candidatos cada. Se os três estiverem numa federação, passam a ter 51 candidatos no total.
A cláusula de desempenho também estimulou mudanças no sistema partidário. Criada pela Emenda Constitucional 97/2017, ela estabelece requisitos para que os partidos tenham acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo gratuito de rádio e televisão.
Para as eleições de 2026, os partidos precisam alcançar pelo menos 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço dos estados, com mínimo de 1,5% dos votos válidos em cada um deles; ou eleger pelo menos 13 deputados federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação.
A cláusula de desempenho começou a ser aplicada gradualmente já nas eleições de 2018, mas outras mudanças vieram depois, como as federações partidárias, por exemplo, que foram criadas em 2021 e passaram a valer nas eleições de 2022, reduzindo o número de legendas que disputam as eleições proporcionais de forma independente.
O advogado eleitoral Fabrício Souza Duarte, mestre em Direito Público e especialista em Direito Administrativo e Eleitoral, explicou que a regra vem incentivando partidos a se aglutinarem ou formarem federações para atingir os critérios necessários para ter acesso aos recursos públicos.
O especialista acredita que a redução do número de candidaturas significa uma disputa menos competitiva para quem pretende entrar na política partidária. Para Fabrício, a competição também é influenciada pela forma como os recursos de campanha são distribuídos dentro dos partidos.
Outro fator apontado pelo especialista é a força dos parlamentares que já ocupam mandato. Segundo ele, as emendas parlamentares impositivas podem ampliar a capacidade desses políticos de construir apoios junto a prefeitos e vereadores, o que cria uma vantagem eleitoral para quem já está na política.
67% dos candidatos do RJ são homens.
Dos 2. 017 pedidos de registro analisados, 67% são de homens e 33% de mulheres. Nas eleições proporcionais, como as de deputado federal e estadual, partidos e federações precisam respeitar a regra que estabelece que cada gênero tenha entre 30% e 70% das candidaturas.
A faixa etária mais numerosa entre os candidatos é a de 50 a 54 anos, com 372 pessoas. Em seguida aparecem os grupos de 45 a 49 anos, com 344, e 55 a 59 anos, com 274 concorrentes.
Somadas, essas três faixas concentram 990 candidatos, ou cerca de 49% do total. Na sequência aparecem os grupos de 40 a 44 anos, com 252 candidatos, e de 60 a 64 anos, com 229.
Entre as mulheres, o padrão é semelhante. A faixa de 50 a 54 anos concentra 133 candidatas, seguida pelas de 45 a 49 anos, com 126, e 55 a 59 anos, com 90. Há ainda 80 candidatas entre 40 e 44 anos e 69 entre 60 e 64.
A lista também inclui 13 candidatos entre 21 e 24 anos e dois na faixa de 90 a 94 anos.
A maioria dos candidatos do Rio de Janeiro se declara preto ou pardo, categorias que, segundo a classificação utilizada pelo IBGE, formam a população negra.
São 619 candidatos pardos (30,69%) e 420 pretos (20,82%). Juntos, os dois grupos representam 51,51% dos pedidos de registro no estado.
Os candidatos que se declaram brancos são 963, ou 47,74% do total. Há ainda 11 candidatos indígenas (0,55%) e quatro amarelos (0,2%).
O resultado acompanha uma tendência observada pelo próprio TSE nas eleições gerais: nas eleições de 2022, as candidaturas de pessoas negras, autodeclaradas pretas ou pardas, já haviam passado a representar a maioria no país.
Contudo, no Rio de Janeiro, essa maioria só se consolidou na eleição desse ano.
O levantamento também mostra um alto nível de escolaridade entre os candidatos do RJ. Quase metade, 970 pessoas (48,09%), declarou ter ensino superior completo.
Outros 226 candidatos (11,2%) têm ensino superior incompleto.
Somados, os dois grupos representam 1. 196 candidatos, ou 59% do total. Ou seja, cerca de seis em cada dez pessoas que pediram registro de candidatura no estado chegaram ao ensino superior.
O segundo maior grupo é formado por candidatos com ensino médio completo. São 546, ou 27%.
Outros 115 candidatos têm ensino médio incompleto (5,7%); 78 têm ensino fundamental completo (3,87%); e outros 78 têm ensino fundamental incompleto (3,87%). Quatro candidatos, ou 0,2%, declararam apenas saber ler e escrever.
Entre as ocupações declaradas ao TSE, empresário é a mais numerosa entre as categorias específicas listadas no levantamento. São 253 candidatos, ou 12% do total.
Na sequência aparecem os advogados, com 139 (6,89%), e os candidatos que declararam como ocupação deputado, com 84 (4,16%).
A categoria “outros” reúne 323 candidatos, ou 16%, e é a maior classificação isolada do levantamento. Ela, porém, agrupa ocupações diversas e não representa uma profissão específica.
O estado civil mais comum entre os candidatos é o casado. Eles representam 48% dos pedidos de registro. Os solteiros são 37%, enquanto os divorciados correspondem a 13%.
O levantamento com dados do TSE registrou 499 candidaturas de pessoas com deficiência, o equivalente a cerca de 24% do total de pedidos de registro no Rio de Janeiro.
Os percentuais por tipo de deficiência foram calculados sobre o universo de 499 candidaturas de pessoas com deficiência.
O TSE também permite que candidatos informem sua identidade de gênero. No levantamento feito para o Rio de Janeiro, 989 candidatos, ou 49% do total, optaram por não divulgar essa informação.
Entre os 1. 028 candidatos que informaram a identidade de gênero, 1. 021 se declararam cisgêneros, o equivalente a 99% desse grupo, enquanto 7 se declararam transgêneros, ou 0,68%.
Por isso, o percentual de 99% não representa a parcela de cisgêneros entre todos os 2. 017 candidatos, mas apenas entre aqueles que informaram a identidade de gênero ao TSE.
O mesmo cuidado é necessário na análise da orientação sexual. Quase metade dos candidatos também optou por não divulgar essa informação no cadastro eleitoral.
Em números
- Ou seja, em um estado com 50 vagas, por exemplo, antes, três partidos separados pode
- A faixa etária mais numerosa entre os candidatos é a de 50 a 54 anos, com 372 pessoas
- Quase metade, 970 pessoas (48,09%), declarou ter ensino superior completo