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Artista do Paraná vê encomendas 'explodirem' após quadro dela viralizar nas redes e fecha agenda até 2028

4 min de leitura
Artista do Paraná vê encomendas 'explodirem' após quadro dela viralizar nas redes e fecha agenda até 2028

Há quatro meses do fim de 2026, a artista plástica paranaense Daine Mari Chibiaqui precisou fechar a agenda de trabalho de 2027 e 2028 depois que um vídeo dela viralizou.

  • Lei: Moradora encontra ninho de urubu em casa e descobre que não pode 'expulsá-lo.
  • Resgate: Trabalhadores sobrevivem depois de serem soterrados em construção.
  • Tráfico de pessoas: Cinco pessoas são denunciadas por tentar matar testemunhas.

O motivo, no entanto, é bom: é que, depois de uma produção dela ganhar visibilidade nas redes sociais, pessoas de todo o Brasil e de outras partes do mundo fizeram encomendas e, para dar conta da demanda, ela precisou parar de aceitar novos pedidos.

Daine é de Medianeira, no Oeste do Paraná, e se dedica há cinco décadas às artes plásticas. Entre as obras que produz, estão pinturas de araucárias e Ipês. O responsável pelo viral que alavancou as encomendas foi um quadro da série Verdant, que reúne elementos da natureza.

No dia a dia, a artista compartilha seus processos de produção e os resultados das obras com mais de 60 mil seguidores. As criações são limitadas a dois ou três quadros por mês, e a artista chega a trabalhar mais de 15 horas por dia.

Foi uma coisa que eu não estava esperando. Eu tinha começado essa série e feito uns cinco quadros e, de repente, foi uma loucura de pedidos. Não só no Brasil, mas também no exterior, em vários países.

Segundo a artista, o objetivo dela é que as pinturas da série ajudem a aproximar o público da natureza brasileira.

Apesar do aumento da procura, a produção das telas continuará sendo feita somente pela própria artista. Daine também dá aulas de arte no ateliê e conta que consegue produzir cerca de dois ou três quadros por mês.

As pinturas maiores exigem ainda mais tempo. Segundo ela, uma obra pode levar cerca de dez dias para ficar pronta.

A rotina começa cedo. A artista conta que costuma chegar ao ateliê por volta das 6h45 e trabalha até perto das 22h, conciliando a produção das telas com as aulas e os atendimentos.

Em alguns períodos, chega a acordar entre 3h e 4h da manhã para conseguir avançar nas pinturas.

Minha casa é uma extensão do meu ateliê. Às vezes pinto no ateliê, às vezes pinto lá em casa", conta.

A repercussão nas redes fez com que o trabalho da artista chegasse a diversos países. Entre os destinos já atendidos estão Filipinas, Arábia Saudita, Iraque e Catar, além de França e Itália, onde ela havia enviado obras antes do viral.

Segundo Daine, parte dos pedidos vem de brasileiros que moram no exterior e procuram nas pinturas lembranças de lugares onde viveram.

Muitas pessoas brasileiras foram embora do nosso país. Elas me ligam e dizem: 'Dani, eu morei no Paraná', 'eu lembrei de Santa Catarina.

A artista conta que também ouviu de clientes que determinada árvore ou ave retratada na tela lembrava a casa dos pais ou o quintal onde passaram a infância.

Tudo isso faz uma junção para que eu possa desenvolver a obra não só como forma de trabalho, mas também como sentimento e emoção.

Artista pinta araucárias para lembrar da infância.

Entre os temas mais presentes nas pinturas estão os ipês, as araucárias e flores. Uma das séries que ganhou espaço no trabalho de Daine foi nomeada "Araucárias da Neblina.

A coleção chegou recentemente à 20ª obra e retrata a árvore em diferentes paisagens, muitas delas cobertas por névoa.

A relação da artista com as araucárias começou ainda na infância, em Capanema, no Sudoeste do Paraná. Ela conta que cresceu vendo muitas dessas árvores na região.

A família tinha uma serraria e contava histórias sobre o período em que árvores gigantes eram derrubadas para garantir uma fonte de renda.

Com o passar dos anos, segundo Daine, a própria família mudou a relação com a natureza. Com o trabalho artístico desenvolvido ao longo dos anos, conseguiram comprar uma área de vegetação nativa e a transformaram em uma Área de Preservação Permanente (APP).

O local serve de inspiração para a artista.

Não estou fazendo uma obra apenas para deixar a sala bonita, o ambiente bonito ou o escritório bonito. Quero fazer uma obra que faça as pessoas pensarem e refletirem sobre o quanto é importante a preservação da mata e dos rios.

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Em números

  • A, a artista compartilha seus processos de produção e os resultados das obras com mais de 60 mil seguidores

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Fontes consultadas

  • G1 Paranálink

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