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Ambiente monitorado, uso de luvas e segurança reforçada: manuscrito e partitura originais do Hino Nacional

Manuscrito da letra de Osório Duque-Estrada está no arquivo da ABL. Partitura está no acervo da Escola de Música da UFRJ. Documentos exigem cuidado redobrado pa

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Ambiente monitorado, uso de luvas e segurança reforçada: manuscrito e partitura originais do Hino Nacional

O Hino Nacional Brasileiro, um dos principais símbolos da identidade do país que celebra os 204 anos de Independência nesta segunda-feira (7), tem seus registros originais preservados em instituições do Rio de Janeiro.

O manuscrito original do Hino Nacional está guardado no Rio... veja onde.

O manuscrito da letra, que reúne a versão definitiva escrita por Osório Duque-Estrada, integra o acervo da Academia Brasileira de Letras (ABL), e o g1 visitou a sala do arquivo.

Para manter o documento com suas características originais, procedimentos rigorosos são adotados. Entre as medidas estão o manuseio exclusivo com luvas, o controle de temperatura e umidade e o armazenamento em materiais apropriados para evitar a deterioração do papel.

Já a partitura original da melodia, composta por Francisco Manuel da Silva, está sob os cuidados da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Lá, o manuseio com luvas e o cuidado redobrado também é o padrão.

No arquivo da ABL, o manuscrito da letra traz a data de 3 de agosto de 1922, a pouco mais de 1 mês de a composição ser oficializada como a canção nacional por meio do decreto de 6 de setembro daquele ano, na véspera do centenário da Independência do Brasil.

O manuscrito também passou por um processo para interromper os danos provocados pela tinta utilizada na escrita.

Poeta, crítico, professor, ensaísta e teatrólogo, Osório Duque-Estrada nasceu em Vassouras, no interior do Estado do Rio de Janeiro, ainda durante o Império. Ele ingressou na Academia Brasileira de Letras em 1915 e foi o 2º ocupante da cadeira 17, atualmente pertencente à atriz Fernanda Montenegro.

O espaço que abriga o manuscrito do hino tem acesso restrito a poucos funcionários. O ambiente foi projetado especificamente para a guarda de acervos e conta com controle permanente de temperatura e umidade, além de um rígido sistema de prevenção contra incêndios.

Os mesmos cuidados dedicados ao manuscrito do hino são aplicados a outros documentos históricos guardados pela academia. Entre eles estão originais de autores como Machado de Assis, João Ubaldo Ribeiro e Guimarães Rosa.

Embora o hino na forma atual tenha pouco mais de 100 anos, a melodia é muito mais antiga que a letra. A composição musical foi criada em 1831 por Francisco Manuel da Silva com o nome de Hino ao 7 de Abril, em referência à abdicação de Dom Pedro I.

A 1ª letra era de autoria do poeta Ovídio Saraiva. Em 1841, durante a coroação de Dom Pedro II, a melodia ganhou outra versão textual, cujo autor permanece desconhecido.

Os autores da música e da letra nunca se conheceram. Francisco Manuel da Silva morreu 5 anos antes do nascimento de Osório Duque-Estrada. A versão atual do hino também contou com a contribuição de Alberto Nepomuceno, responsável pela padronização da melodia.

Para o maestro, a preservação do manuscrito da letra e da partitura original é fundamental para a memória histórica do país.

Cardoso avalia ainda que o Hino Nacional continua cumprindo seu papel como símbolo de identidade coletiva.

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