A bancada da oposição foi ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta 5ª feira (3.set. 2026) para protocolar uma representação contra o ministro Alexandre de Moraes.
- Leia a íntegra do relatório da PF sobre o celular de Daniel Vorcaro (PDF – 5 MB).
Oposição foi ao STF pedir nulidade de atos em processos de Jair Bolsonaro; deputado diz que decisões de Moraes devem ser revistas.
Segundo o deputado Zé Trovão (PL-SC), a medida pede que a Corte analise possíveis nulidades em processos relatados pelo ministro, incluindo os relacionados ao 8 de Janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Leia a íntegra do documento (PDF – 269 kB).
A iniciativa foi tomada depois de o ministro André Mendonça, do STF, levantar o sigilo de investigações sobre as relações do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, com Moraes, o PGR (procurador-geral da República), Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues.
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Para Zé Trovão, as informações justificam a análise da atuação de Moraes nos processos em que o ministro participou. O deputado defendeu o afastamento temporário de Moraes até que os fatos sejam esclarecidos.
Além do afastamento, Zé Trovão pediu a suspensão dos processos relacionados ao 8 de Janeiro e a Jair Bolsonaro. “Se esses indícios forem comprovados, todos os processos de Alexandre de Moraes imediatamente têm que ser revistos”, afirmou.
Para o deputado, “se ele estava agindo de maneira irregular dentro da Suprema Corte, é natural que todos os seus processos julgados não tenham validade jurídica”.
Zé Trovão disse que o pedido não se limita aos processos de Bolsonaro. Segundo ele, a representação questiona a validade de todos os processos relatados por Moraes, caso sejam comprovadas as suspeitas levantadas contra o ministro.
O deputado ressaltou, porém, que as suspeitas ainda não foram comprovadas.
Zé Trovão também questionou a imparcialidade de Moraes diante das suspeitas. “Se ele tem envolvimento com um crime organizado, como eu posso confiar na imparcialidade dele?”, declarou.
As informações constam de um relatório de 218 páginas produzido pela PF (Polícia Federal) a partir da análise do celular de Daniel Vorcaro, apreendido durante a operação Compliance Zero.
O documento reúne mensagens, registros de chamadas, arquivos, contratos e outros dados encontrados no aparelho do fundador do Banco Master.
A operação Compliance Zero foi deflagrada pela PF em novembro de 2025 para investigar suspeitas de fraudes envolvendo a venda de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília).
Vorcaro foi preso na 1ª fase da operação, em 18 de novembro de 2025.
O relatório foi elaborado a pedido do ministro André Mendonça, do STF, para identificar integrantes de uma possível rede de influência e monitoramento atribuída a Vorcaro.
A PF entregou o documento em 27 de agosto de 2026.
A própria PF afirma que a análise “não possui caráter exaustivo”, porque foi realizada no prazo de 72 horas determinado para atender à requisição judicial. Segundo a corporação, podem existir outras citações ou referências indiretas ainda não identificadas pela equipe policial.
O conteúdo veio a público nesta 3ª feira (1º.set. 2026), depois que Mendonça derrubou o sigilo da ação. Leia aqui todos os documentos.
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