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Política Revisado por ULTRA AI

Tarcísio e Haddad nacionalizam 1º debate e trocam críticas sobre segurança e privatizações

Governador reclama da gestão Lula, e petista cita caso

6 min de leitura
Tarcísio e Haddad nacionalizam 1º debate e trocam críticas sobre segurança e privatizações

O primeiro debate entre candidatos ao Governo de São Paulo, na noite deste domingo (9), teve tom nacionalizado com trocas de críticas entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT).

Os dois foram os únicos participantes do programa na Band.

Tarcísio reclamou do desempenho do governo Lula (PT) na economia. Mas foi Haddad quem trouxe a gestão federal para a discussão, ao afirmar que o rival deveria agradecer o presidente por ações no estado.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi citado, mas seu filho, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), apoiado pelo governador, não.

Ao mencionar a desocupação da favela do Moinho, no centro da capital, Haddad perguntou se Tarcísio havia agradecido ao governo federal pela cessão do terreno, que pertencia à União.

Tarcísio respondeu que empréstimos internacionais para o estado e financiamentos com o Banco do Brasil estão sendo travados pelo governo Lula. "A visão não é tão republicana assim", disse.

O petista afirmou que o adversário estava "faltando com a verdade" ao falar sobre a não adesão ao programa de renegociação da dívida do governo federal. Tarcísio rebateu: "Me impressiona o nível de mentira.

Haddad buscou vincular Tarcísio a Bolsonaro, em uma tentativa de nacionalizar a disputa que o governador inicialmente rejeitou, mas depois abraçou.

Você está muito focado em Bolsonaro, falando de Bolsonaro, Bolsonaro, Bolsonaro. Esquece Bolsonaro, Haddad. Você não está concorrendo contra ele. Isso foi em 2018, já passou", chegou a dizer Tarcísio em um dado momento.

Depois, porém, o governador passou a concentrar as críticas na gestão federal, sobretudo na condução da economia e no patamar dos juros.

No segundo bloco, os dois foram questionados sobre a paternidade do projeto do túnel Santos-Guarujá. Embora ambos tenham reconhecido a parceria entre governo federal e estadual, Tarcísio enfatizou o papel da gestão paulista, enquanto Haddad focou a magnitude dos recursos federais liberados.

Ao ser questionado pelo governador sobre propostas de infraestrutura para resiliência hídrica, Haddad associou o rival a bolsonaristas negacionistas e lembrou que São Paulo vive um surto de sarampo.

Vocês negam mudança climática, negam vacina. Teu grupo político está fazendo propaganda antivacina agora na internet. Se continuar essa loucura dos seu correligionários e apoiadores, vamos ter volta de outras doenças erradicadas.

Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, o petista foi para o ataque, especialmente com críticas à gestão da segurança pública.

O governador se defendeu, listando medidas de seu governo, mencionando números positivos de sua administração e afirmando, diversas vezes, que era preciso "restabelecer a verdade.

Haddad afirmou que o Comando Vermelho vem se infiltrando no estado e que coronéis de alta patente da Polícia Militar estão vinculados ao crime organizado. Disse também que o ex-secretário de Segurança do governo estadual, Guilherme Derrite (PP), agora candidato ao Senado, bagunçou a polícia, e que Tarcísio deveria assumir a responsabilidade.

Não adianta falar com correligionários que está arrependido", afirmou, em referência a notícias publicadas sobre a insatisfação do governador em relação ao trabalho de Derrite.

Tarcísio se defendeu dizendo que São Paulo tem os menores indicadores de homicídio, latrocínio, roubos e furtos de toda a história. Enalteceu também "mais de 500 operações em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Federal.

Logo na primeira pergunta, feita pelo apresentador, o petista afirmou que o estado caiu em posições na qualidade do ensino médio, tendo sido ultrapassado por entes com menos recursos.

Também criticou a substituição de livro didático e professor motivado por aulas de slide e plataformas digitais.

Tarcísio, por sua vez, rebateu e emendou questionamento sobre se o ex-prefeito de São Paulo se comprometeria a dar continuidade ao trabalho atual sobre a cracolândia.

O governador afirmou que a combinação de políticas públicas levou a uma vitória nessa área. Ao cobrar Haddad, perguntou se ele manteria as ações de combate ao tráfico no centro e por que seu programa quando estava na prefeitura não deu certo.

Ao longo do debate, Haddad e Tarcísio trocaram farpas e se trataram com deboche em alguns momentos. Em uma das passagens mais quentes, o governador foi aplaudido ao acusar o ex-ministro de ter subido em um palco na favela do Moinho com uma mulher que comandava o tráfico no local.

Que deselegante, rapaz. Acha que conheço o tráfico como você conhece?", questionou Haddad. "Se você sabia que era traficante, por que não foi lá prender? Eu não sabia, se soubesse teria dado voz de prisão para ela.

Você respeita e abaixa essa bola", completou, também ovacionado.

Ao falar de segurança, Haddad perguntou sobre a influência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) na gestão estadual, em uma referência à indicação de Derrite. Tarcísio, ao falar de Bolsonaro, mandou um abraço para o ex-presidente e disse que tem gratidão por ter aberto portas.

O petista, ao abordar o tarifaço americano sobre produtos brasileiros, também ironizou o boné Maga (Make America Great Again) usado por Tarcísio em 2025. "O que um governador tem que fazer é colocar o boné certo na cabeça, o boné do Brasil, colocar o chapéu de brasileiro.

No terceiro bloco, a discussão se voltou às privatizações. Haddad questionou as desestatizações promovidas por Tarcísio, sobretudo a da Sabesp e a do sistema de trens.

O governador defendeu as medidas, afirmando que não faz privatizações "por fazer", mas quando há necessidade. Como exemplo, também criticou o desempenho de estatais no governo Lula e afirmou: "PT é igual cupim, onde passa destrói tudo.

Tarcísio também questionou Haddad sobre a Operação Lava Jato: "Nós ficamos com muitas obras paradas, a gente está falando de infraestrutura, por causa da corrupção, por causa da Lava Jato.

Eu quero saber o seguinte: o PT já fez algum mea culpa acerca disso? Vocês internamente conversam sobre isso? Isso é um tema para vocês? Os preocupa?". Haddad não respondeu.

O petista citou o filme "Dark Horse", sobre Bolsonaro, financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, quando o rival mencionou o prefeito Ricardo Nunes (MDB), presente ao evento e apoiador do governador.

Haddad e Tarcísio já haviam disputado o cargo em 2022, com a diferença que, neste ano, são os únicos participantes do debate, em uma espécie de segundo turno antecipado e uma amostra da eleição que se desenha.

Na pesquisa Datafolha de julho, o atual governador aparece na liderança isolada, com 46% das intenções, contra 30% do petista. Outros nomes testados têm 5% ou 4%.

Assim, há chances de que a disputa estadual termine em primeiro turno.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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