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Política Revisado por ULTRA AI

Tarcísio e Haddad gastaram ao menos R$ 2,2 milhões em anúncios no Instagram e no Facebook em 2026, mesmo

Por isso, o g1 adotou o menor valor de cada intervalo para calcular o investimento mínimo.

7 min de leitura
Tarcísio e Haddad gastaram ao menos R$ 2,2 milhões em anúncios no Instagram e no Facebook em 2026, mesmo

As demais redes sociais alegam não aceitar impulsionamento pago de conteúdo político e não têm um sistema de informação de gastos publicitários. Os candidatos, porém, fazem postagens orgânicas nas plataformas.

Por isso, o g1 adotou o menor valor de cada intervalo para calcular o investimento mínimo.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informa que os gastos com impulsionamento na pré-campanha não são irregulares desde que não haja pedido explícito de voto e que os valores sejam moderados.

Essas despesas não entram na prestação de contas eleitoral da candidatura nem são descontadas do teto de gastos da campanha.

Os anúncios de Tarcísio foram exibidos ao menos 198,5 milhões de vezes e os de Haddad, 113,6 milhões. Uma diferença de 84,9 milhões de impressões.

Em nota, a campanha de Fernando Haddad informou que a estratégia para divulgar os investimentos do governo federal nas cidades de São Paulo, na capital e no interior do estado, teve como critério o algoritmo da plataforma, que entrega seus conteúdos para localidades com maior densidade populacional (leia mais abaixo).

Já a campanha de Tarcísio de Freitas explicou que os investimentos de comunicação realizados no período anterior à campanha eleitoral foram custeados pelo Republicanos, com o objetivo de apresentar a atuação e a qualidade da gestão de seus quadros e filiados.

No caso de Tarcísio, os conteúdos destacaram entregas e temas relevantes do governo (leia mais abaixo).

A pesquisadora Débora Salles, coordenadora-geral de pesquisa do NetLab, Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que a divulgação em faixas dificulta a fiscalização detalhada dos anúncios.

A pesquisadora afirma que não há uma razão técnica que impeça a divulgação do valor individual exato. A apresentação em intervalos seria uma escolha da empresa.

Antes mesmo do início oficial da campanha, Tarcísio já gastou somente com impulsionamento ao menos o equivalente a 4,4% de tudo o que poderá desembolsar no primeiro turno, enquanto Haddad já gastou o correspondente a 3,8%.

Os percentuais servem apenas para dimensionar o volume investido ainda na pré-campanha: esses gastos não são descontados do teto da campanha eleitoral nem integram a prestação de contas da candidatura referente ao período eleitoral.

O levantamento considerou os anúncios identificados na Biblioteca de Anúncios da Meta como iniciados em 2026. O g1 conferiu o número de identificação de cada peça na plataforma para evitar duplicidades.

No caso de Tarcísio, foram analisados 613 anúncios.

Para Haddad, o levantamento reuniu 1. 008 anúncios: 132 publicados diretamente pela página do petista e 876 feitos pelo PT com fotos ou vídeos relacionados a ele.

Quando a reportagem afirma que um candidato gastou “ao menos” determinado valor, significa que esse é o menor valor possível a partir dos dados disponíveis na plataforma.

O impulsionamento pago de conteúdo político-eleitoral pode ocorrer durante a pré-campanha, desde que seja contratado diretamente com a plataforma pelo partido, federação ou pela pessoa que pretende se candidatar e não contenha pedido explícito de voto.

A legislação eleitoral não estabelece um teto numérico específico para o valor que pode ser gasto com impulsionamento durante a pré-campanha.

A partir do início oficial da campanha, no entanto, os candidatos passam a estar submetidos aos limites de gastos estabelecidos para cada cargo.

As regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também determinam que as plataformas que oferecem impulsionamento político-eleitoral mantenham repositórios públicos com informações sobre os anúncios.

Foram identificados 118 anúncios sobre sobre saúde. Infraestrutura e mobilidade aparecem 112 vezes, incluindo metrô, trens, rodovias, Rodoanel, pontes e outras obras.

Segurança pública aparece em 98 anúncios.

As categorias se sobrepõem. Um mesmo anúncio pode tratar, por exemplo, de uma obra de metrô e geração de empregos ou abordar segurança e habitação.

Os dados da Meta mostram que 55,7% da distribuição calculada a partir do gasto mínimo de Tarcísio ficou entre homens, contra 44,1% entre mulheres.

A faixa de 25 a 34 anos recebeu a maior parcela, com 28,8%, seguida por pessoas de 35 a 44 anos, com 20,4%.

O maior grupo específico foi o de homens entre 25 e 34 anos, responsável por aproximadamente 18,1% da distribuição.

Praticamente toda a entrega registrada ocorreu em São Paulo: 99,9%.

Nenhum dos 613 anúncios analisados menciona Fernando Haddad nominalmente.

Foram encontrados, porém, dois anúncios que fazem críticas diretas ao PT, com a mensagem de que São Paulo deveria continuar na direção certa e “longe do PT”.

Também foram identificadas duas publicações que elogiam o presidente argentino Javier Milei e fazem críticas a governos de esquerda, além de uma peça sobre o agronegócio que critica o governo federal sem citar nominalmente Lula.

A estratégia tem uma diferença importante em relação à de Tarcísio: 98,3% do gasto mínimo atribuído a Haddad ocorreu de junho em diante.

Os anúncios do PT voltados aos municípios paulistas costumam reunir várias entregas do governo federal em uma mesma peça, o que faz com que os temas se sobreponham com frequência.

Habitação e urbanização aparecem em 580 anúncios e educação em 543. Saúde está presente em 532 peças.

A faixa dos 25 aos 34 anos é a maior, com 24,4%, mas há também forte participação das pessoas de 45 a 54 anos, com 23,2%.

Os dois maiores segmentos específicos são mulheres de 25 a 34 anos, com 13%, e homens de 45 a 54 anos, com 12,9%.

Assim como no caso de Tarcísio, praticamente toda a distribuição registrada ocorreu em São Paulo: 99,9%.

Nenhum dos 1. 008 anúncios considerados no levantamento cita Tarcísio de Freitas nominalmente.

Também não foram encontradas menções ao Republicanos ou a Jair Bolsonaro usadas para atacar diretamente o adversário.

Há, porém, três anúncios publicados pelo PT em abril que fazem um contraste político indireto ao usar a mensagem "Lula 🤝 Haddad", afirmar que parte dos investimentos em São Paulo conta com recursos federais e dizer que o estado “pode e merece mais”.

Os dados mostram que Tarcísio e Haddad chegaram à reta final da pré-campanha com volumes de investimento relativamente próximos, mas estratégias diferentes.

O levantamento retrata exclusivamente os anúncios disponíveis na Biblioteca de Anúncios da Meta. Portanto, os valores não representam necessariamente todo o investimento digital feito pelas pré-campanhas de Tarcísio e Haddad.

A análise também não permite identificar gastos com outras formas de comunicação política que não apareçam no repositório da Meta.

Além disso, como a plataforma divulga os valores em faixas, não é possível determinar o valor exato investido por cada anúncio nem o total preciso gasto pelos dois grupos.

A campanha de Fernando Haddad informa que todos os valores referentes a impulsionamento de publicações da campanha de Fernando Haddad poderão ser consultados na biblioteca de anúncios da Meta.

O dado é público e o valor a ser usado ainda será definido pela equipe do candidato, junto aos diretórios do partido.

Por fim, o fato de não haver o nome de Fernando Haddad em peças sobre investimentos do Governo Federal ocorre em respeito à legislação eleitoral para o período.

Os valores investidos e a definição do volume de impulsionamento foram estabelecidos pelo próprio partido. Com o início da campanha oficial, a comunicação passa a seguir o planejamento e o orçamento próprios da campanha, sempre em conformidade com a legislação eleitoral.

Em números

  • Os anúncios de Tarcísio foram exibidos ao menos 198,5 milhões de vezes e os de Haddad, 113,6 milhões
  • Uma diferença de 84,9 milhões de impressões
  • Tarcísio e Haddad gastaram ao menos R$ 2,2 milhões em anúncios no Instagram e no Facebook em 2026, m

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink

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