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Política Revisado por ULTRA AI

STF rejeita ação de Brandão para barrar investigação de Dino

Relator do caso, Toffoli entendeu que governador do Maranhão usou ação para defender "interesses pessoais". Leia no Poder360.

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## Relator do caso, Toffoli entendeu que governador do Maranhão usou ação para defender “interesses pessoais”.

O Supremo Tribunal Federal rejeitou, na 5ª feira (21.ago. 2026), uma ação apresentada pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), para suspender a investigação aberta por determinação do ministro Flávio Dino.

A defesa de Brandão argumentava que o caso deveria tramitar no Superior Tribunal de Justiça, responsável por autorizar investigações e julgar governadores por crimes comuns, e não no STF.

Leia a íntegra do documento (PDF – 165 kB).

A decisão foi proferida pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso. Ao analisar o pedido, o magistrado rejeitou a ação por falhas técnicas, sem avaliar o mérito, mantendo a investigação em andamento.

Ao rejeitar a ação, Toffoli apontou que ela não cumpria as exigências técnicas do STF, pois atendia a interesses pessoais do governador, e não à defesa institucional do cargo.

Além disso, como a defesa já havia apresentado outro recurso no próprio processo original, que ainda aguarda julgamento, Toffoli destacou que a ação não pode ser usada como um atalho ou substituto de recursos comuns.

Por fim, ele reforçou que esse tipo de ação serve só para discutir questões gerais e abstratas da Constituição, não sendo o caminho adequado para tratar de situações individuais de investigados.

Com a rejeição da ação, o questionamento sobre a competência para a apuração criminal deverá ser resolvido nos autos do próprio recurso interno cabível no STF.

O Poder360 questionou a assessoria de Carlos Brandão sobre a decisão, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.

Tudo começou em um processo sobre supostas irregularidades no direcionamento de emendas parlamentares e denúncias de corrupção envolvendo a indicação de cargos no TCE-MA (Tribunal de Contas do Estado do Maranhão), relatado pelo ministro Flávio Dino.

Congressistas e organizações que não eram partes do processo enviaram documentos tentando participar da ação. Dino rejeitou o pedido de ingresso, mas recebeu os documentos e os enviou para a PF abrir um inquérito criminal, mantendo o caso sob a supervisão do próprio STF.

A defesa do governador questionou a decisão, alegando que o STF invadiu a competência do Superior Tribunal de Justiça. Os advogados sustentaram que a apuração no Supremo é nula e descumpre regras fundamentais da Justiça.

Fontes

Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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