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Política Revisado por ULTRA AI

'Quem exige transparência também precisa praticá-la', diz Fachin em seminário da Folha sobre Judiciário

Ministro afirmou que uma instituição pode cumprir a lei e, ainda assim, falhar em integridade

3 min de leitura
'Quem exige transparência também precisa praticá-la', diz Fachin em seminário da Folha sobre Judiciário

O ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou, nesta segunda-feira (10), que quem exige transparência também precisa praticá-la.

Para o magistrado, junto com integridade e transparência, há a separação de Poderes.

Segundo Fachin, cada Poder exerce uma "função de controle recíproco sobre os demais". "Todos, sem exceção, submetem-se ao escrutínio da imprensa e da sociedade civil", disse.

A confiança, afirma o ministro, "nasce menos do que se diz e mais do que se faz: de como se age, de como se decide e, sobretudo, de como se responde às crises.

A declaração desta segunda-feira (10) foi dada por Fachin na abertura da série de seminários "O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça.

O evento é promovido pela Folha em parceria com a OAB-SP (seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil) e tem o apoio da AASP (Associação dos Advogados).

O magistrado também afirmou que integridade é a "disposição permanente de colocar o interesse coletivo acima da conveniência pessoal ou corporativa.

Uma instituição pode cumprir rigorosamente a legalidade e, ainda assim, falhar do ponto de vista da integridade se permitir que práticas informais, privilégios não declarados ou opacidades administrativas corroam a confiança que lhe foi depositada", disse Fachin.

Segundo Fachin, a autoridade existe quando há "confiança na decisão tomada". Segundo ele, é possível atuar legalmente sem conquistar "legitimidade junto à sociedade.

Para ele, integridade pública "não se resume à ausência de ilícitos.

A gestão de Fachin à frente do Judiciário é marcada pela defesa do código de ética. O magistrado defende publicamente a criação de regras de conduta para ministros do Supremo e nomeou a ministra Cármen Lúcia como relatora de uma proposta a ser apresentada ao plenário da corte.

Na sexta-feira (4), o ministro apresentou, no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) sua proposta para prevenir conflitos de interesse na magistratura. O projeto prevê regras para participação em eventos, recebimento de presentes e atividades privadas.

Há também o mapeamento de relações familiares que possam comprometer a isenção dos magistrados.

Durante a reunião do CNJ em que as propostas foram apresentadas, o ministro defendeu a integridade como pauta "vital" para a Justiça. "A atuação disciplinar é uma de nossas competências constitucionais mais relevantes para a preservação da ética", disse.

Fachin abriu prazo de 60 dias para receber sugestões dos tribunais para aprimorar a proposta antes da votação em plenário. Se aprovadas, as regras valerão para magistrados de todo o país, inclusive de tribunais superiores.

A exceção é o STF, que não se submete ao CNJ.

Fachin também comentou o papel da liberdade de imprensa e afirmou que questionamentos e investigações não enfraquecem o trabalho das instituições. Segundo ele, "confiança nasce justamente da possibilidade de verificar, questionar, criticar e discordar.

Os próximos dois encontros do seminário acontecem nos dias 17, da sede da Folha, e 24 de agosto, na OAB-SP. Há transmissão pelo YouTube.

Inscrições para o seminário 'O Judiciário em debate: integridade, eficiência e acesso à Justiça.

Encontro 1 —10 de agosto, às 9h, no auditório da Folha [Esgotado].

Encontro 3 —24 de agosto, às 9h, na sede da OAB-SP.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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