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Política Revisado por ULTRA AI

Procuradoria usa parentesco com acusados para barrar candidaturas no RJ por vinculação ao crime

Ministério Público impugnou registro de filho de deputada acusada de atuar em favor de milicianos e de neto de bicheiro

2 min de leitura
Procuradoria usa parentesco com acusados para barrar candidaturas no RJ por vinculação ao crime

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro está usando o parentesco com acusados para tentar barrar candidaturas sob alegação de vínculo com o crime organizado.

Ela aponta que esses "herdeiros" usam a estrutura criminosa dos padrinhos políticos.

Ao menos duas impugnações já foram apresentadas no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) contra parentes de acusados, ampliando o perfil de casos usados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para barrar nomes ligados a grupos armados na eleição de 2024.

A Procuradoria já questionou o registro de João Drumond (PRD), neto do bicheiro Luizinho Drumond, e do vereador Junior da Lucinha (PSD), filho da deputada Lucinha (PSD), acusada de vínculo com a milícia.

Os dois tentam uma vaga na Assembleia Legislativa e não respondem a acusações criminais na Justiça.

Em nota, João Drumond disse que "recebeu com perplexidade e revolta a manifestação caluniosa do MP Eleitoral, salientando que, como bacharel de direito pela PUC-RJ, tem certeza que as ilações colocadas na peça serão rechaçadas pela Justiça.

Junior da Lucinha afirmou que o Ministério Público já arquivou um inquérito contra ele por "inexistência de elementos mínimos ou indícios de materialidade e autoria de qualquer ilícito eleitoral ou associação criminosa.

A responsabilidade penal e eleitoral é estritamente individual. Qualquer tentativa de associar o candidato a procedimentos ou investigações de terceiros representa ilação sem amparo legal, reafirmando-se a total regularidade e viabilidade de sua candidatura", afirmou o vereador, em nota.

O Ministério Público afirma que as impugnações não são baseadas apenas no parentesco, mas também no possível uso da estrutura criminosa e domínio territorial dos padrinhos políticos.

Os vínculos familiares assumem significado probatório quando deixam de constituir mera circunstância biográfica e passam a integrar um conjunto convergente de elementos indicativos de que determinada candidatura representa a continuidade política, eleitoral ou institucional de grupo econômico ou criminoso organizado", afirma a Procuradoria.

O que se busca impedir não é apenas a participação formal de integrantes de organizações criminosas, mas a possibilidade de que estruturas de criminalidade organizada interfiram, direta ou indiretamente, na formação da vontade popular e na ocupação dos espaços de representação política.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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