Enquete realizada pelo colunista sobre o que leitores esperam de Luis Felipe Salomão na presidência do Superior Tribunal de Justiça revela diferentes expectativas e muitas dúvidas.
Foram procurados magistrados da ativa e aposentados, advogados, membros do Ministério Público e de associações.
Há os que apostam na sua experiência como dirigente associativo para a defesa da independência judicial; há preocupação com a advocacia praticada por parentes de ministros e a expectativa de que o novo presidente dê continuidade ao projeto de reestruturação da magistratura de primeiro grau concebido por Herman Benjamin.
Há os que torcem por um código de ética especialmente no Tribunal da Cidadania.
Salomão assumirá a chefia da corte no próximo dia 19 de agosto.
"A Associação dos Magistrados Brasileiros recebe com grande confiança o ministro Luis Felipe Salomão. Ele conhece o associativismo por dentro, o que lhe confere uma compreensão abrangente dos desafios enfrentados pelos juízes.
"Recebo a nova gestão com alguma apreensão em razão da naturalização do exercício da advocacia por profissionais familiares de julgadores.
Me preocupa o aceno positivo à nova cláusula de barreira a ser implementada no STJ. A incidência dessas duas medidas afasta o exercício legítimo da advocacia profissional em favor da parentalidade.
A dificuldade em acessar o tribunal contribui para o oferecimento de facilidades por atravessadores.
"Ele tem a inteligência institucional e a habilidade política para fazer uma gestão histórica no STJ, podendo se favorecer do cenário de consolidação da IA e questionamento do papel do STF." (Marcone Gonçalves, ex-secretário de comunicação do CNJ e do STJ).
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.