Um relatório da Polícia Civil de São Paulo tornado público neste domingo (13.set. 2026) por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirma haver “consistentes suspeitas” de desvio de recursos de um contrato da Prefeitura de São Paulo para o filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Relatório foi tornado público neste domingo (13.set) por decisão de Flávio Dino; investigação apura se recurso para instalar pontos de Wi-Fi foi desviado para cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O contrato envolve a instalação de pontos de Wi-Fi em áreas públicas e foi assinado entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), de Karina Gama, que também é produtora do longa.
A determinação de Dino sobre a retirada do sigilo inclui todo o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo na investigação sobre a Go Up Entertainment, produtora do filme de Bolsonaro.
Karina Gama é presidente do ICB, instituição que recebeu recursos de emendas parlamentares e fechou contratos com o poder público. Ela também é sócia da produtora Go Up Entertainment, que produziu a cinebiografia.
A investigação indica que “recursos milionários teriam sido pulverizados por meio de subcontratações suspeitas com empresas parceiras para escoamento do dinheiro público”.
Leia a íntegra da nota de Karina Gama.
O Poder360 procurou a Prefeitura de São Paulo para perguntar se gostaria de se manifestar sobre o relatório da Polícia Civil. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Quando a operação da Polícia Civil foi deflagrada, em 1º de junho, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que colabora com as autoridades e que a contratação seguiu os princípios de legalidade, transparência e economicidade.
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