## Agência terá 10 dias para detalhar registro, produção e eventual uso de recursos públicos no “Dark Horse”.
A Polícia Federal pediu na 3ª feira (18.ago) à Agência Nacional do Cinema (Ancine) informações sobre o filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A agência terá 10 dias para encaminhar os dados solicitados pelos investigadores. A informação foi revelada nesta 6ª feira (21.ago. 2026) pelo jornalista Rafael Moraes Moura, da coluna da Malu Gaspar, no jornal Estadão, e confirmada pelo Poder360.
De acordo com o Estadão, entre os dados solicitados estão registros relacionados ao longa, informações sobre os responsáveis pela produção e eventuais procedimentos administrativos envolvendo a obra.
A PF também quer saber se o filme recebeu incentivos fiscais, recursos públicos federais ou outros benefícios previstos nas políticas de financiamento do setor audiovisual.
A solicitação faz parte de uma investigação em tramitação no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça.
A PF apura se parte dos recursos foi utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro durante sua permanência nos Estados Unidos.
Em 14 de maio, Eduardo negou ter recebido dinheiro de Vorcaro via fundo de investimento. No dia seguinte, 15 de maio, Flávio disse que os recursos foram usados “integralmente” no filme.
Na 5ª feira (20.ago), durante agenda de campanha em São Paulo, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou à imprensa que o caso “Dark Horse” é “página virada”.
Disse também que a prestação de contas já havia sido feita e que os documentos foram vazados do processo.
Em 22 de junho, a Europa Filmes solicitou à Ancine o registro de obra estrangeira para distribuir “Dark Horse” no mercado brasileiro. Mas a Agência abriu um processo administrativo contra a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme, por irregularidades relacionadas à realização das filmagens no Brasil.
Segundo a agência, a empresa realizou a produção de uma obra cinematográfica estrangeira no país sem comunicar previamente. A legislação exige que produções internacionais filmadas no Brasil sejam realizadas sob responsabilidade de uma empresa registrada na Ancine e que sejam apresentados documentos relativos ao projeto.
A Go Up Entertainment é de propriedade de Karina Ferreira da Gama, que também preside o Instituto Conhecer Brasil.
Em 25 de maio, Frias negou ao STF uso de emenda para produção de filme de Bolsonaro.
O Poder360 questionou a assessoria de Flávio Bolsonaro e a produtora Go Up Entertainment sobre o caso, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.
Fontes
Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.