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PF manda intimar Galípolo, Campos Neto e André Esteves para dar depoimentos sobre Banco Master

Depoimentos serão realizados no âmbito do inquérito que investiga a relação de Daniel Vocaro com servidores do Banco Central suspeitos de receber vantagens inde

3 min de leitura
PF manda intimar Galípolo, Campos Neto e André Esteves para dar depoimentos sobre Banco Master

A Polícia Federal (PF) determinou a intimação do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo e do ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto sobre a fiscalização do Banco Master.

O ofício foi assinado em 3 de agosto. Também foi chamado para depor o atual diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos e o dono do BTG Pactual André Esteves.

Segundo o ofício, todos prestarão depoimento na condição de testemunhas, com o compromisso legal de falar a verdade.

A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo g1.

Em nota, a defesa de Campos Neto afirma que ainda não foi intimada e que não tinha conhecimento sobre o depoimento.

O g1 procurou o Banco Central e o BTG, que não responderam até a última atualização desta reportagem.

Os depoimentos serão realizados no âmbito do inquérito que investiga a relação do ex-banqueiro Daniel Vocaro com dois servidores suspeitos de receber vantagens indevidas e de atuar em favor do Banco Master.

Os servidores são Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, ex-chefe de departamento da área responsável pela supervisão bancária.

Paulo Sérgio Neves de Sousa era ex-diretor de fiscalização do BC. Ele e Bellini Santana, ex-chefe de departamento da área responsável pela supervisão bancária, foram afastados pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) em março.

Ambos são investigados por suspeita de atuação inadequada na supervisão do Master antes da liquidação do banco, ocorrida após o agravamento da crise da institução, no fim de 2025.

Daniel Vorcaro, dono do então Banco Master, está preso preventivamente desde março deste ano. Antes disso, ele já havia sido preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, mas foi solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

As investigações apontam que os servidores davam orientações estratégicas sobre processos administrativos e regulatórios do BC que envolviam o Master.

Além disso, as apurações da PF indicam que eles revisavam e sugeriam alterações em documentos que o Master mandava ao BC - e vazavam informações para que Vorcaro se antecipasse a eventuais medidas adotadas pela autoridade monetária.

Na final do mês passado, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à PF sobre o caso.

Vorcaro negou ter realizado o pagamento de vantagens indevidas a Paulo Sérgio Neves de Sousa e Belline Santana. O ex-dono do Banco Baster admite, no entanto, ter feito um "agrado" a Paulo Sérgio ao prestar apoio à família dele uma viagem para a Disney, nos Estados Unidos.

Após o depoimento de Vorcaro, a defesa de Paulo Sérgio disse que todos os custos da viagem de Paulo e sua família à Orlando, Flórida, foram pagas pelo servidor e "devidamente comprovadas.

Ainda de acordo com os advogados, Paulo Sérgio "tem demonstrado sua atuação escorreita na regulação prudencial e supervisão" junto ao BC. E que não há "quaisquer elementos de prova que permitam a ilação de que Paulo Sérgio e sua equipe tenham de qualquer modo beneficiado Daniel Vorcaro.

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Fontes consultadas

  • G1 Políticalink

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