A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou uma nota nesta terça-feira (1º) em que afirma que acompanha com "atenção e extrema preocupação" o desenrolar de notícias sobre o que chama de "crise" que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) e outros órgãos da República.
No comunicado, assinado pelo presidente em exercício do Conselho Federal da OAB, Délio Lins e Silva Jr., a entidade defendeu que haja uma investigação "rigorosa e isenta" sobre os acontecimentos, independentemente dos envolvidos.
A OAB defende a apuração rigorosa e isenta de todos os fatos, em relação a quem quer que seja, asseguradas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência.
Esses princípios garantem a legitimidade da apuração", diz o texto.
O comunicado foi divulgado horas depois de vir à tona um relatório da Polícia Federal sobre mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
O relatório reúne mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a outros destinatários.
Entre outros pontos, o relatório aponta que Vorcaro teve uma série de encontros com Moraes entre 2024 e 2025 e que enviou mensagens ao ministro antes de ser preso pela primeira vez na Operação Compliance Zero em 17 de novembro de 2025.
E que Vorcaro afirmou a funcionários que o pagamento ao escritório de Viviane Barci de Moraes era o “mais importante que temos”. Em mensagem ao sócio Angelo Silva, ele reclamou que o valor não havia sido pago e alertou: “Vamos ter problemas”.
Na nota divulgada nesta terça, a OAB também manifestou apreensão com os possíveis reflexos institucionais no momento do país, ressaltando a sensibilidade do calendário eleitoral.
A Ordem se preocupa com os impactos dessa crise para o Brasil, sobretudo por envolver instituições essenciais à democracia e por ocorrer durante o período eleitoral", pontuou a entidade.