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Política Revisado por ULTRA AI

O que pesa contra Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026

Senador tenta adotar discurso de moderação, mas histórico contradiz estratégia

4 min de leitura
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A revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro abalou a campanha do parlamentar à Presidência.

Flávio vinha tentando atribuir o escândalo do Banco Master ao PT e à esquerda, mesmo após o senador Ciro Nogueira (PP), que já foi ministro de Bolsonaro, ter sido alvo de uma operação da PF nas investigações sobre o caso.

Na campanha, além da proximidade com Vorcaro, Flávio também enfrenta dificuldades como o peso do sobrenome Bolsonaro, a falta de experiência em cargos no Executivo e um escândalo de corrupção que nunca foi inteiramente esclarecido.

Discurso de moderado X defesa de anistia e de Bolsonaro.

Falta de experiência em gestão pública.

Apoio ao governo Trump e discurso de entrega de recursos naturais.

Flávio Bolsonaro pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. A informação foi revelada em maio pelo site The Intercept Brasil, colocando o candidato do PL na teia do maior escândalo bancário do país.

Flávio confirmou ter pedido os recursos, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens em troca. "O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai", disse.

O senador também afirmou ter conhecido Vorcaro apenas em dezembro de 2024 —versão que contradiz o fato de seu número de telefone já constar na agenda do ex-banqueiro quando a Folha revelou o contato, dois meses antes da divulgação das mensagens.

Na ocasião, Flávio havia negado qualquer contato com Vorcaro.

A revelação gerou reação até entre aliados. Romeu Zema chamou a relação de "imperdoável, um tapa na cara.

Flávio tem investido na imagem de político equilibrado e menos histriônico que o pai. Publicou vídeos defendendo creches, condenou ataques racistas ao jogador Vinicius Jr.

e chegou a republicar uma ilustração sugerindo respeito à liberdade sexual.

O fato de ter se vacinado contra a Covid-19 é evocado por aliados como prova de distância em relação ao negacionismo paterno —ainda que Flávio tenha defendido a gestão de Jair na pandemia, chamando-o de responsável por "garantir a vacina nos braços de todos os brasileiros.

Mas o histórico do senador contradiz o discurso moderado. Em 2005, como deputado estadual no Rio de Janeiro, condecorou o ex-PM Adriano da Nóbrega —suspeito de matar um guardador de carros, preso na época da homenagem e morto anos depois numa troca de tiros com a polícia, quando era apontado como líder da maior milícia carioca.

Em 2016, o presidenciável minimizou a homenagem feita pelo pai ao coronel Brilhante Ustra, torturador da ditadura militar, durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff.

Mais recentemente, disse à Folha que o candidato da direita eleito presidente deveria se comprometer a indultar Bolsonaro e, se preciso, usar a força para deter qualquer reação do STF (Supremo Tribunal Federal).

Flávio negou que a fala tivesse tom de ameaça.

Flávio nunca ocupou um cargo no Executivo. Em sua trajetória política, foram quatro mandatos como deputado estadual e um mandato como senador —funções legislativas que não envolvem gestão direta de orçamentos, secretarias ou serviços públicos.

A lacuna é apontada por adversários e por nomes do próprio campo conservador como um ponto fraco relevante numa disputa presidencial.

Ronaldo Caiado (PSD), também candidato à Presidência, já explorou o ponto, afirmando que Flávio não tem vivência para governar.

As investigações foram encerradas após o STF e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anularem em 2021 as provas coletadas, sem que um processo criminal chegasse a ser aberto.

Flávio recentemente classificou o caso como "espuma" e negou qualquer conhecimento da prática, atribuindo a responsabilidade ao ex-assessor Fabrício Queiroz. Em 2020, porém, o próprio senador admitiu que Queiroz pagava suas contas pessoais.

O arquivamento do caso, no entanto, deixou questões em aberto. Entre elas: qual era a origem do dinheiro vivo usado para pagar parte das despesas do senador, já que ele não realizou saques em volume correspondente e, até 2014, não tinha nenhuma fonte de renda declarada fora da atividade parlamentar.

Flávio sempre negou as irregularidades. "Se eu quisesse lavar dinheiro, eu abriria uma franquia, que tem o controle externo da franqueadora, que tem auditoria?", disse na época da investigação.

A Kopenhagen, porém, afirmou que não realizava "nenhum tipo de auditoria fiscal com seus franqueados.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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