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Política Revisado por ULTRA AI

Mendonça pede a Fachin sessão do STF para discutir mensagens entre Vorcaro e Moraes apontadas pela PF

Ministro pediu a Fachin que marque uma reunião presencial para debater novos elementos trazidos pela PF

3 min de leitura
Política — imagem padrão

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu o agendamento de uma sessão presencial do plenário para debater as mensagens que apontam para uma interlocução entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Mendonça disse que o plenário da corte é "o caminho inevitável" e a "instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico" as evidências trazidas pela PF (Polícia Federal).

A definição de uma data cabe ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Sem citar nomes ou suspeitas, Mendonça indica que na rede de influência de Vorcaro pode haver pessoas com foro especial e sujeitas a julgamento por crime comum no âmbito do próprio plenário do STF, como ministros da corte.

O relator do caso Master diz que o plenário deve discutir o caso independentemente de qual venha a ser a posição da PGR (Procuradoria-Geral da República). O órgão já foi intimado pelo ministro a se manifestar sobre o teor das mensagens.

A investigação da PF aponta para mensagens em que Vorcaro pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor. As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.

Mendonça diz que a deliberação pelo plenário "deverá ocorrer e forma pública e transparente", em sessão presencial, "como não poderia deixar de ser, por imperativo constitucional e decorrência insofismável do modelo democrático e republicano.

Segundo as mensagens detectadas pela PF, dois dias antes de ser Vorcaro ser preso pela Operação Compliance Zero, em 17 de novembro do ano passado, ele perguntou a Moraes se deveria deixar o país.

O conteúdo do celular do ex-banqueiro não permite saber o que o ministro respondeu.

Às vésperas de ser preso, Vorcaro também pediu encontros com Moraes para tratar dos negócios que o fizeram ser investigado. Em 14 de novembro, por exemplo, ele pergunta se está "marcado amanhã lá em casa" ou se "prefere deixar para semana que vem.

Minutos depois, confirma: "Vou chegar 14:30 ok.

Na noite do dia 15, pelo horário brasileiro, dois dias antes da prisão, o ex-banqueiro pede um novo encontro com Moraes que "pode ser bem rápido". "As 14 então.

Passo na sua casa ou na minha?", completa.

Em nota, o escritório diz que o setor de compliance solicitou informações ao ministro, na condição de marido da sócia diretora, para verificar a "eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta, tais como ações no STF sobre sua relatoria.

A Folha procurou Andrei, Gonet e Moraes por meio de mensagem encaminhadas às suas respectivas assessorias, mas eles ainda não se manifestaram.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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