Frequentemente comparando-se na busca pelo quarto mandato a um Pelé da Copa de 1970, o presidente Lula (PT) deve recontar sua biografia e ratificar compromissos históricos na largada da corrida presidencial, neste domingo (16), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
Sob o lema "O Brasil pronto para mais", o presidente iniciará, aos 80 anos, a última campanha eleitoral de sua carreira política com discursos sobre soberania nacional e a tentativa de apresentar seu lado rebelde ao eleitorado jovem.
O presidente e seus aliados querem comunicar que receberam o governo em situação de terra arrasada depois da gestão Bolsonaro, que reorganizaram o Executivo e que, com Lula reeleito, o país poderá ter um avanço mais substancial.
O ato também terá discurso da primeira-dama, Janja Lula da Silva, semanas depois de o petista manifestar incômodo com a falta de falas de mulheres na convenção de seu partido.
Na ocasião, só homens haviam sido escolhidos para discursar e, em uma quebra de protocolo, ele pediu que Janja também falasse.
Palco de manifestação histórica durante a ditadura militar, o estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, foi estrategicamente escolhido para o lançamento.
A ideia, segundo aliados, é mostrar que, 47 anos depois de liderar a paralisação, Lula continua a lutar pelo trabalhador.
Ainda segundo aliados, a intenção é mostrar que, de lá para cá, o cenário mudou, mas que ainda há espaço para melhorias. Falando que o Brasil está pronto para avanços, a marca da campanha tenta apontar para o futuro.
A tentativa é dar uma demonstração de força e credibilidade para conduzir o país por mais quatro anos.
Petistas aguardam entre 20 mil e 30 mil pessoas, e organizaram caravanas de outros estados para reduzir a chance de o estádio não lotar.
O local tem grande significado político para Lula porque nesse estádio, há quase 50 anos, ele ascendeu ao cenário político nacional ao comandar greve de metalúrgicos.
As imagens serão usadas na propaganda eleitoral.
A ideia da equipe de campanha de Lula é que o evento não se alongue demais, como aconteceu na convenção do PT. Naquele dia, no início de agosto, o presidente discursou por mais de uma hora.
Parte da plateia foi embora enquanto ele ainda falava.
Em números
- Petistas aguardam entre 20 mil e 30 mil pessoas, e organizaram caravanas de outr
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.