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Política Revisado por ULTRA AI

Lula fala de soberania enquanto Flávio blinda STF em comício contra Moraes

Crise no STF envolvendo André Mendonça e Alexandre de Moraes virou bandeira eleitoral na direita no Dia da Independência

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O presidente Lula (PT) atrelou a Independência do Brasil à defesa da democracia e dos recursos naturais do país, enquanto o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) cerrou a mira contra Alexandre de Moraes neste 7 de Setembro.

Lula participou nesta segunda-feira pela manhã do desfile cívico-militar em Brasília, ao lado dos presidentes do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin.

Ministros do Supremo que já estiveram em desfiles anteriores, como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, não ocuparam a tribuna de honra neste ano.

As ausências ocorrem em meio à crise interna na Corte. O presidente não discursou no ato. No domingo, em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, Lula resgatou o mote da soberania, enquanto ainda persistem embates com os Estados Unidos de Donald Trump.

Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém", declarou Lula.

O presidente citou os minerais de terras raras como uma das "riquezas" a serem protegidas. Os Estados Unidos negociam com o Brasil um acordo que envolveria acesso preferencial de empresas americanas a minerais brasileiros.

Campanha contra Moraes Flávio liderou um comício na Avenida Paulista pela tarde. Foi o mesmo palco em que, no 7 de Setembro de 2021, o então presidente Jair Bolsonaro disse que não cumpriria decisões do ministro Alexandre de Moraes.

Ao lado do presidenciável do PL, estiveram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Em discurso, Flávio disse que, se eleito, pretende indicar cinco ministros para o Supremo - já considerando a saída de Moraes e a vaga que permanece aberta após a rejeição da indicação de Jorge Messias pelo Senado.

Nós temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes. Aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corte", afirmou, evitando generalizar o Supremo nas críticas.

Outros presidenciáveis A crise no STF esteve presente em falas de outros candidatos neste 7 de Setembro. Zema (Novo) também participou de um ato de campanha contra Moraes na Avenida Paulista - mas pela manhã, antes do realizado pela campanha de Flávio.

O brasileiro não tem independência: continua refém dos intocáveis. A nossa independência, temos de deixar muito claro, nunca aconteceu", afirmou. O escritor Augusto Cury (Avante) mandou um "abraço especial" ao ministro do Supremo André Mendonça durante um ato com apoiadores na Praia da Copacabana, no Rio de Janeiro "Eu quero que o doutor André Mendonça e o doutor Fachin, e todos eles, possam ter plena independência para poder investigar todos os indícios de corrupção", disse.

Em São Paulo, Renan Santos (Missão) lançou um manifesto que pede a saída de Moraes e Toffoli do STF e disse que o Brasil vive hoje um "regime" de "acordões". "O Supremo Tribunal Federal, peça central desse arranjo, tem gângsteres em seus quadros, homens que se acomodaram ao banditismo cotidiano", afirma um trecho do documento.

Já Ronaldo Caiado (PSD) participou do desfile oficial em Goiás, estado onde foi governador por oito anos. Ao final do ato cívico-militar, o presidenciável destacou a pauta da segurança pública.

Como é que o presidente Lula vai defender a soberania, se ele a entregou para as facções criminosas?", indagou.

Crise no STF envolvendo André Mendonça e Alexandre de Moraes virou bandeira eleitoral na direita no Dia da Independência.

O escritor Augusto Cury (Avante) mandou um "abraço especial" ao ministro do Supremo André Mendonça durante um ato com apoiadores na Praia da Copacabana, no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, Renan Santos (Missão) lançou um manifesto que pede a saída de Moraes e Toffoli do STF e disse que o Brasil vive hoje um "regime" de "acordões.

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Fontes consultadas

  • CNN Brasillink

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